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Gasolina pode ficar mais barata com nova proposta do governo; entenda a mudança

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Proposta do governo deve ser analisada pelo CNPE e pode impactar preços e autossuficiência do país  |   BNews RN - Divulgação Washington Costa/MF
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 09/06/2026, às 17h43



O governo federal pretende elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina comercializada no país. A proposta foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e deverá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nos próximos 15 dias.

Segundo o ministro, a medida atende a uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e busca ampliar a segurança energética do Brasil, reduzir a dependência de combustíveis importados e diminuir os impactos das oscilações do mercado internacional.

Caso seja aprovada, a mudança representará um aumento de dois pontos percentuais em relação à atual mistura, que passou de 27% para 30% em agosto de 2025.

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De acordo com Alexandre Silveira, a ampliação da participação do etanol na gasolina poderá reduzir em cerca de 450 milhões de litros a necessidade de importação do combustível fóssil.

O ministro afirmou que a medida contribuirá para tornar o Brasil autossuficiente na oferta de gasolina, além de reduzir a exposição do país aos efeitos de conflitos internacionais que impactam o mercado de petróleo.

A proposta também conta com o apoio do setor sucroenergético. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, destacou que o etanol apresenta atualmente um custo médio cerca de R$ 2,40 inferior ao da gasolina.

Segundo ele, o aumento da mistura poderá refletir em preços mais competitivos para os consumidores. Gussi afirmou ainda que a participação de 32% de etanol já foi avaliada tecnicamente durante os estudos que antecederam a implantação da mistura de 30%, sem apontar problemas de desempenho.

Durante reunião com representantes do setor energético nesta terça-feira (9), o governo também ressaltou que a ampliação do uso de biocombustíveis fortalece a estratégia de descarbonização da matriz energética brasileira.

A proposta ainda dependerá da análise e aprovação do CNPE antes de entrar em vigor.

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