Cidades
O Rio Grande do Norte deve registrar 7.840 novos casos de câncer em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e a Liga Contra o Câncer discutem uma parceria para fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta foi debatida na quinta-feira (5), durante uma reunião entre representantes das três instituições. O objetivo é desenvolver estudos de inteligência territorial em oncologia, utilizando dados e pesquisas para identificar necessidades da população e melhorar a organização dos serviços de saúde no estado.
A iniciativa também prevê maior integração entre a atenção primária, a gestão pública e as instituições de pesquisa, com foco na identificação da doença em estágios iniciais.
De acordo com o INCA, dos 7.840 novos casos previstos para 2026, cerca de 3.760 devem ocorrer entre homens e 4.080 entre mulheres. Quando incluídos os casos de câncer de pele não melanoma, a estimativa sobe para 11.670 diagnósticos.
A cooperação em discussão pretende utilizar informações sobre a distribuição dos casos de câncer no território potiguar para orientar ações de prevenção, rastreamento e assistência.
O diagnóstico precoce é um dos principais pontos da proposta, já que a identificação da doença em estágios iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e reduzir a complexidade dos procedimentos.
A Funpec atua como fundação de apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), enquanto a Liga Contra o Câncer mantém serviços especializados de assistência, ensino e pesquisa em Natal.
Até o momento, não foram divulgados prazos para a formalização da parceria, valores de investimento ou cronograma de execução das ações.
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