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Publicado em 29/10/2025, às 17h14 Bruna Souza
Com a ameaça do Furacão Melissa na Jamaica, o governo dos EUA se questiona sobre as possibilidades para neutralizar a tempestade antes que ela atinja a costa; dentre as ideias discutidas, uma ganhou força, a de uma possível bomba nuclear.
Para alguns a ideia parece absurda, mas para outros pode soar como uma solução possível. Contudo, parece coisa de ficção científica e realmente é, cientistas afirmam que não é possível resolver dessa maneira.
A ideia partiu do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou o atraso para um plano desse nível, dessa forma acabou ganhando força entre seus eleitos, como explica a BBC.
Embora tenha vindo do alto administrativo, para os especialistas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) a resposta categórica foi de que não é possível usar uma bomba atômica para deter um furacão.
A principal dificuldade está na quantidade de energia. Um furacão em seu ápice de desenvolvimento é um evento que pode liberar, em termos de energia térmica, o equivalente a uma explosão de bomba atômica de 10 megatons a cada 20 minutos.
Em outras palavras, o poder destrutivo de uma arma nuclear é insignificante comparado à energia total de um furacão. O uso de uma bomba não seria suficiente para anular o fenômeno e sequer alteraria sua trajetória ou intensidade.
Uma solução científica mais viável seria reduzir sua pressão atmosférica, o que exigiria mover toneladas de ar. Já com o pulso de alta pressão, gerado por uma explosão, o resultado não passaria de manobra rápida e ineficiente, seria mais veloz o som e sem impacto significativo na estrutura do furacão.
Além disso, com as tecnologias disponíveis atuais, é impossível concentrar uma quantidade tão alta de energia mecânica em um único ponto no meio do oceano, onde esses fenômenos surgem.
Embora, todas as questões acima fossem resolvidas e a explosão funcionasse para alterar a tempestade (o que não tem como acontecer), o resultado geraria uma catástrofe ambiental sem precedentes, por conta de dois fatores:
Portanto, o uso de uma bomba nuclear para neutralizar o Furacão Melissa não só é ineficaz em termos de física, como também representaria um perigo inaceitável para a humanidade.
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