Geral

Furacão Melissa: bomba atômica seria capaz de neutralizar a tempestade? Entenda a ideia

Reprodução/Freepik
Cientistas analisam a sugestão feita pelo governo dos EUA de colocar bomba nuclear para contar os danos ou mudar rota do Furacão Melissa.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 29/10/2025, às 17h14   Bruna Souza



Com a ameaça do Furacão Melissa na Jamaica, o governo dos EUA se questiona sobre as possibilidades para neutralizar a tempestade antes que ela atinja a costa; dentre as ideias discutidas, uma ganhou força, a de uma possível bomba nuclear. 

Para alguns a ideia parece absurda, mas para outros pode soar como uma solução possível. Contudo, parece coisa de ficção científica e realmente é, cientistas afirmam que não é possível resolver dessa maneira.

De onde surgiu a ideia? 

A ideia partiu do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou o atraso para um plano desse nível, dessa forma acabou ganhando força entre seus eleitos, como explica a BBC.

Embora tenha vindo do alto administrativo, para os especialistas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) a resposta categórica foi de que não é possível usar uma bomba atômica para deter um furacão.

Bombas nucleares x a força da natureza

A principal dificuldade está na quantidade de energia. Um furacão em seu ápice de desenvolvimento é um evento que pode liberar, em termos de energia térmica, o equivalente a uma explosão de bomba atômica de 10 megatons a cada 20 minutos.

Em outras palavras, o poder destrutivo de uma arma nuclear é insignificante comparado à energia total de um furacão. O uso de uma bomba não seria suficiente para anular o fenômeno e sequer alteraria sua trajetória ou intensidade.

Solução impossível

Reprodução/Unplash
Reprodução/Unplash

Uma solução científica mais viável seria reduzir sua pressão atmosférica, o que exigiria mover toneladas de ar. Já com o pulso de alta pressão, gerado por uma explosão, o resultado não passaria de manobra rápida e ineficiente, seria mais veloz o som e sem impacto significativo na estrutura do furacão.

Além disso, com as tecnologias disponíveis atuais, é impossível concentrar uma quantidade tão alta de energia mecânica em um único ponto no meio do oceano, onde esses fenômenos surgem.

Consequências ambientais devastadoras

Embora, todas as questões acima fossem resolvidas e a explosão funcionasse para alterar a tempestade (o que não tem como acontecer), o resultado geraria uma catástrofe ambiental sem precedentes, por conta de dois fatores:

  • Dispersão radioativa: o material radioativo liberado pela bomba atômica seria disperso pelos ventos do furacão ou pela água do mar e atingiria inevitavelmente a costa.
  • Danos difíceis de mensurar: isso contaminaria ecossistemas inteiros e mananciais, causando danos incalculáveis e a longo prazo à saúde da população costeira.

Portanto, o uso de uma bomba nuclear para neutralizar o Furacão Melissa não só é ineficaz em termos de física, como também representaria um perigo inaceitável para a humanidade.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating