Entretenimento
Publicado em 27/10/2025, às 13h58 Nathalia Quiereguini
Jamaica, Cuba, Haiti e Bahamas se preparam para a chegada do Furacão Melissa.
Alertas emitidos neste domingo indicam estragos significativos e reforçam a necessidade de a população permanecer em abrigos seguros durante a passagem da tempestade, segundo matéria da CNN Brasil.
O furacão Melissa se intensificou rapidamente durante o fim de semana, atingindo a rara categoria 5 na escala Saffir-Simpson, com ventos de até 257 km/h.
Segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos), ele deve chegar à Jamaica na manhã de terça-feira (28), tornando-se o fenômeno mais forte já registrado a atingir a ilha.
O centro do furacão está a cerca de 209 km ao sul de Kingston e se move lentamente para oeste a 5 km/h, aumentando o risco de inundações, deslizamentos e danos prolongados.
Na Jamaica, as condições de tempestade tropical já estão presentes, mas os efeitos de furacão devem se intensificar ainda nesta segunda-feira à noite, atingindo o litoral e áreas montanhosas.
O governo jamaicano emitiu ordens de evacuação obrigatória para comunidades costeiras vulneráveis, incluindo partes de Kingston.
Autoridades alertam que a maré de tempestade será mais intensa no lado sul da ilha, trazendo risco de inundações catastróficas, deslizamentos de terra e danos à infraestrutura, além de interrupções de energia e comunicação.
Cuba também entrou em alerta, principalmente nas províncias orientais de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo e Holguín.
O Haiti tem alerta de tempestade tropical ativo em grande parte do território, enquanto as Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos receberam alertas de furacão.
O movimento lento de Melissa já provocou problemas antes mesmo de atingir a Jamaica.
Chuvas intensas inundaram áreas do Haiti e da República Dominicana, causando pelo menos três mortes no Haiti, duas por deslizamentos, e uma morte na República Dominicana, onde mais de mil pessoas precisaram ser deslocadas.
Especialistas destacam que o fortalecimento explosivo de Melissa sobre águas excepcionalmente quentes é cada vez mais frequente devido ao aquecimento global e à poluição por combustíveis fósseis.
Outros furacões do Atlântico neste ano, como Erin, Gabrielle e Humberto, também passaram por intensificação rápida.
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