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Clientes acusam bloqueios injustificados no Nubank e Justiça manda liberar dinheiro e pagar indenizações; entenda

Divulgação/Nubank
Clientes do Nubank alegaram que tiveram suas contas bloqueadas pelo banco sob a justificativa de “sinais de atividades ilegais”  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Nubank
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 12/03/2026, às 13h25



Clienter do banco digital Nubank perderam o acesso à própria conta bancária de forma repentina, sem aviso prévio e sem um canal claro para resolver o problema. Tais fatos levaram clientes a recorrer à Justiça após bloqueios de contas que impediram o acesso a valores depositados.

Casos chegaram ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), onde clientes alegaram que tiveram suas contas bloqueadas sob a justificativa de “sinais de atividades ilegais”. Em algumas situações, o desbloqueio dos valores só ocorreu após decisões judiciais.

A legislação prevê que bloqueios preventivos em contas bancárias devem durar até 72 horas, período destinado à verificação de possíveis irregularidades. No entanto, segundo os processos analisados, esse prazo não teria sido respeitado em algumas ocorrências.

Empresa teve mais de R$ 2 milhões bloqueados

Um dos casos envolve um centro de estética localizado em Águas Claras. A empresa teve mais de R$ 2 milhões bloqueados em sua conta digital. De acordo com os registros do processo, o valor havia sido depositado no mesmo dia do bloqueio e correspondia a um reembolso tributário referente a pagamentos feitos a mais ao longo dos anos.

O dinheiro foi transferido da Receita Federal do Brasil por meio do Banco do Brasil. A defesa argumentou que a origem pública dos recursos poderia ser facilmente verificada pela instituição financeira.

Mesmo assim, quatro dias após o bloqueio inicial, o Nubank decidiu encerrar a conta de forma unilateral, sem transferir os valores para outra conta da mesma titularidade. O bloqueio ocorreu em 20 de janeiro deste ano e o desbloqueio só foi determinado judicialmente no dia 4 do mês seguinte.

Justiça aponta falta de provas

A Justiça destacou que o banco não apresentou provas de irregularidade nas movimentações financeiras. Na decisão, foi observado que não houve comunicação às autoridades sobre possível atividade ilícita, o que enfraquece a justificativa apresentada para o bloqueio e encerramento da conta.

Ainda de acordo com a sentençam a manutenção do bloqueio e o cancelamento da conta não tiveram respaldo legal.

Cliente recebeu indenização

Outro processo analisado na 1ª Vara Cível de Ceilândia envolve uma cliente que relatou constrangimentos após o bloqueio repentino de sua conta.

De acordo com o processo, o Nubank não apresentou justificativas detalhadas para o cancelamento da conta e do cartão bancário.

Na decisão, o bloqueio foi considerado injustificado e sem explicação concreta sobre a suposta irregularidade. A cliente recebeu indenização de R$ 8 mil por danos morais.

Posicionamento do Nubank

Em nota, o Nubank informou que não comenta casos específicos em respeito ao sigilo bancário e à privacidade dos clientes.

A instituição declarou que utiliza mecanismos de monitoramento e alertas para identificar possíveis irregularidades e que bloqueios preventivos podem ocorrer quando há movimentações incompatíveis com o perfil da conta.

Segundo o banco, as medidas seguem a legislação e têm como objetivo proteger clientes e a integridade do sistema financeiro.

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