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Belém amanheceu na última quarta-feira (12) em clima de expectativa e tensão. Mais de duzentas embarcações ocuparam as águas do rio Guamá em uma grande barqueata simbólica, que marcou o início oficial da Cúpula dos Povos pelo Clima, evento paralelo à COP30, sediado na Universidade Federal do Pará (UFPA).
A mobilização reúne movimentos sociais, lideranças indígenas, ribeirinhos, ativistas ambientais e comunidades tradicionais que chegaram à capital paraense pelo rio, levando consigo bandeiras, cantos e reivindicações por justiça climática e defesa dos territórios amazônicos.
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A procissão de barcos partiu da orla da UFPA em direção à Vila da Barca, em um percurso que mistura celebração, resistência e protesto. Segundo os organizadores, o ato simboliza a união entre povos das florestas, das águas e das cidades, reafirmando o papel dos rios como caminhos de vida e mobilização popular.
A manifestação ocorre em um contexto de tensão crescente. Na véspera, protestos e tumultos marcaram a Blue Zone da COP30, quando manifestantes tentaram ultrapassar a área de segurança do evento internacional da ONU.
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Por conta disso, forças de segurança acompanham de perto o deslocamento das embarcações, que devem seguir ainda hoje em direção às proximidades da COP30. Caso o grupo tente realizar novos atos na área do Parque da Cidade, medidas preventivas poderão ser adotadas.
Para os participantes, a barqueata vai além da simbologia, representa a voz dos povos da Amazônia no debate global sobre o clima.
A Cúpula dos Povos pelo Clima segue ao longo da semana com debates, plenárias, exposições e atividades culturais voltadas à proteção ambiental e aos direitos das populações tradicionais.
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