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Cúpula dos Povos critica falta de participação popular na COP30 e manifesta apoio à Palestina

Para os organizadores, as medidas adotadas pelos governos e grandes corporações não são suficientes para dar um basta na crise climática - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Está previsto que mais de 30 mil pessoas participem das atividades. Segundo as lideranças, a Cúpula dos Povos busca ocupar o espaço deixado pela COP  |   BNews RN - Divulgação Para os organizadores, as medidas adotadas pelos governos e grandes corporações não são suficientes para dar um basta na crise climática - Tânia Rêgo/Agência Brasil
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 13/11/2025, às 13h18



Na última quarta-feira (12), a Cúpula dos Povos foi oficialmente inaugurada, em Belém (PA), com discursos fortes que criticaram a exclusão da sociedade civil nas decisões da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30. Nos discursos, também foi manifestada solidariedade ao povo palestino.

Para os organizadores, as medidas adotadas pelos governos e grandes corporações não são suficientes para dar um basta na crise climática. Além disso, também colocam em risco a meta global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C, prevista no Acordo de Paris.

Participam do evento cerca de 1.300 movimentos sociais, redes e organizações populares de diversos países. 

Mobilização global e crítica à COP

Durante a cerimônia de abertura, Ayala Ferreira, que faz parte da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é membro da comissão organizadora da Cúpula, afirmou que o encontro foi pensado como uma resposta popular à COP30.

“Nós decidimos há mais de dois anos, quando soubemos que a COP seria realizada no Pará, que deveríamos organizar uma das maiores mobilizações da classe trabalhadora do Brasil, envolvendo também a classe trabalhadora global”, destacou.

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Está previsto que mais de 30 mil pessoas participem das atividades. De acordo com as lideranças, a Cúpula dos Povos busca ocupar o espaço deixado pela COP, que, apesar de chegar à 30ª edição, “segue produzindo poucos resultados concretos e mantendo comunidades tradicionais fora das mesas de decisão”.

Diversidade de vozes e apoio à Palestina

Antes da abertura, vários participantes marcharam pelos espaços da Universidade Federal do Pará (UFPA) exibindo bandeiras em defesa da água, da Amazônia e contra o uso de combustíveis fósseis.

Manifestação pró-palestina na COP30

Movimentos ribeirinhos, quilombolas, sem-terra, indígenas, mulheres e pessoas com deficiência participaram da caminhada. Bandeiras palestinas também foram erguidas, acompanhadas por gritos de “Palestina livre!”.

Críticas ao capitalismo e busca por alternativas populares

O representante da Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA-TUCA), Ivan González, ressaltou a desigualdade de condições entre governos e movimentos populares.

“As pessoas comuns não têm milhões em recursos para influenciar decisões como as da COP. Estamos aqui para mostrar que quem defende o planeta é o povo, contra esse capitalismo que se alimenta de corpos, trabalho e natureza”, afirmou.

Já integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) destacaram iniciativas concretas desenvolvidas pelos movimentos sociais, como as cozinhas solidárias criadas durante a pandemia da covid-19. 

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