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Anvisa barra “canetas emagrecedoras do Paraguai” e proíbe produtos ilegais vendidos nas redes sociais

Reprodução/ICTQ
De acordo com a Anvisa, esses itens em questão estavam sendo vendidos, principalmente em contas no Instagram, sem qualquer tipo de registro  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/ICTQ
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 21/01/2026, às 14h23



Nesta quarta-feira (21), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de medicamento à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG. Além disso, os produtos, conhecidos como "canetas emagrecedoras do Paraguai", tiveram a venda, a fabricação, a importação, a distribuição e a promoção também proibidas. 

A decisão foi oficializada por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira e vale para todo o território nacional, atingindo inclusive a comercialização feita pelas redes sociais.

De acordo com a Anvisa, esses itens em questão estavam sendo vendidos, principalmente em contas no Instagram, sem qualquer tipo de registro, notificação ou autorização junto ao órgão regulador, o que configura infração sanitária grave.

Origem desconhecida e risco à saúde

Em nota, a Anvisa também alertou que os medicamentos são produzidos por empresas não identificadas, o que impede qualquer controle oficial sobre sua procedência. Dessa maneira, não há garantias quanto à composição, à qualidade ou à segurança das substâncias oferecidas aos consumidores.

Ainda conforme informado pela Anvisa, por se tratarem de produtos irregulares e de origem duvidosa, o uso dessas canetas emagrecedoras representa risco à saúde da população, motivo pelo qual a proibição é absoluta e se aplica a qualquer circunstância.

O órgão reforçou também que apenas medicamentos devidamente registrados podem ser fabricados, vendidos ou utilizados no Brasil, e orienta que denúncias sobre comércio irregular sejam comunicadas às autoridades sanitárias.

Perigo das versões falsas

As canetas emagrecedoras falsificadas podem conter substâncias inativas, doses incorretas ou até compostos tóxicos. Alguns produtos foram encontrados com impurezas e bactérias, colocando em risco a saúde de quem os utiliza.

Endocrinologistas alertam que o uso de medicamentos falsos pode causar abscessos, reações alérgicas graves, sepse e até falência de órgãos. Além disso, quem precisa do remédio para diabetes ou controle de peso corre o risco de não obter efeito algum, piorando a condição de saúde.

O Mounjaro legítimo possui selos de segurança intactos, código de barras legível, número de lote e validade em alto relevo, além do logotipo “Lilly” no corpo da caneta e no lacre metálico.

Classificação Indicativa: Livre

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