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Anvisa proíbe novo tipo de adoçante; entenda quais riscos a agência quer evitar

Reprodução/BHB Food
Estudos preliminares indicam benefícios, mas a Anvisa exige uma análise rigorosa para garantir a segurança a longo prazo  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/BHB Food

Publicado em 26/12/2025, às 11h51   Malu Machado



A Anvisa proibiu a comercialização e uso de produtos à base de alulose, um adoçante da empresa Sainte Marie Importação e Exportação, devido à ausência de autorização para sua utilização no Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial, visa proteger a saúde pública ao garantir que novos ingredientes alimentares sejam seguros para consumo.

A alulose, um açúcar raro com baixo valor calórico, tem ganhado popularidade, especialmente em mercados como os Estados Unidos. No entanto, a Anvisa destaca a importância de avaliar o histórico de segurança do ingrediente, considerando potenciais riscos à saúde, como efeitos gastrointestinais e toxicológicos.

A agência enfatiza que todos os novos alimentos devem passar por avaliação rigorosa antes de serem liberados, e a proibição da alulose reflete essa cautela. A Anvisa continuará a monitorar a segurança de adoçantes e outros ingredientes alimentares, buscando garantir a saúde da população brasileira.

Resumo gerado por IA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação, propaganda e o uso de produtos à base de alulose, uma espécie de adoçante, da empresa Sainte Marie Importação e Exportação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (22).

A proibição ocorreu porque a alulose não consta da lista de substâncias autorizadas pela Anvisa para o uso como adoçante ou ingrediente alimentar no Brasil.

De acordo com a agência, todos os alimentos ou ingredientes novos, ou seja, sem histórico de consumo no Brasil, devem ser submetidos à aprovação da Anvisa. Na análise técnica, a agência avalia se o processo de fabricação do novo ingrediente ou alimento não induz ou concentra substâncias que façam mal à saúde ou não extrapolam os níveis considerados seguros para a população.

O que é a Alulose?

A Alulose (D-psicose) é um monossacarídeo, ou açúcar simples, classificado como um "açúcar raro" devido à sua baixa ocorrência na natureza. Sua popularidade cresceu nos últimos anos por ser considerada uma alternativa de baixo valor calórico ao açúcar comum, apresentando cerca de 70% da doçura da sacarose, mas com calorias quase desprezíveis. Nos Estados Unidos e em alguns outros mercados, ela já é utilizada em bebidas e produtos fitness.

A cautela da Anvisa surge pela necessidade de avaliar o histórico completo de segurança do ingrediente em longo prazo para a população brasileira. Embora estudos preliminares em outros países apontem benefícios (como baixo impacto glicêmico, sendo seguro para diabéticos), a Agência precisa garantir que a substância, em sua forma comercial e nas doses usadas, não apresente riscos toxicológicos, alérgicos ou gastrointestinais não previstos.

Riscos e efeitos adversos avaliados em novos adoçantes

Os malefícios de adoçantes de baixo valor calórico geralmente estão relacionados ao seu metabolismo no organismo, especialmente no trato gastrointestinal:

Desconforto gastrointestinal:

  • Gases e inchaço: muitas vezes, esses adoçantes não são totalmente absorvidos pelo intestino delgado, e as bactérias do intestino grosso fermentam a substância, liberando gases.
  • Dores abdominais: cólicas e sensação de estufamento.

Efeito laxativo (diarreia):

O consumo excessivo, ou mesmo doses regulares para pessoas sensíveis, pode causar um efeito osmótico, puxando água para o intestino e resultando em fezes amolecidas ou diarreia.

Alteração da microbiota intestinal:

Alguns estudos sugerem que o uso contínuo de certos adoçantes pode alterar o equilíbrio das bactérias benéficas e prejudiciais no intestino (flora intestinal), o que pode ter implicações na saúde metabólica geral.

Reações alérgicas:

Embora menos comuns, podem ocorrer reações alérgicas ou de hipersensibilidade aos componentes químicos ou ao próprio adoçante.

Riscos toxicológicos em longo prazo:

Este é o foco principal da Anvisa. A agência busca garantir que o consumo do ingrediente em doses diárias aceitáveis (IDA) ao longo de anos não cause danos a órgãos internos (fígado, rins) e que não haja potencial para carcinogenicidade (risco de câncer).

Classificação Indicativa: Livre

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