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Anvisa manda recolher produtos com glitter e plástico usados em alimentos vendidos na internet

Divulgação/Anvisa
A Anvisa determinou ainda a apreensão de todas as unidades já distribuídas, por se tratarem de produtos impróprios para consumo humano  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Anvisa
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 19/01/2026, às 15h18



Nesta segunda-feira (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a retirada imediata do mercado de produtos utilizados na decoração de alimentos que contêm substâncias proibidas, como glitter e polímeros plásticos. A determinação inclui a suspensão da fabricação, venda, distribuição, divulgação e uso desses itens em todo o Brasil.

Entre os produtos atingidos pela medida estão a Folha de Ouro para decoração e o Pó Brilho, ambos da marca Morello, disponíveis em todas as cores. Os itens são fabricados pela empresa 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. Morello e eram comercializados principalmente por plataformas de e-commerce, como Shopee, Mercado Livre e Amazon, além de redes sociais como o Instagram.

A Anvisa determinou ainda a apreensão de todas as unidades já distribuídas, por se tratarem de produtos impróprios para consumo humano, uma vez que contêm materiais não autorizados para contato com alimentos.

Origem desconhecida e empresa não localizada

Além da decisão envolvendo a marca Morello, a Anvisa também ordenou o recolhimento de todos os produtos comercializados pela empresa Nykax Produtos Naturais, registrada em nome de Maiko Nikolas dos Santos Produtos Naturais. A medida foi motivada pela ausência de informações sobre a origem dos alimentos vendidos pela empresa.

De acordo com a agência reguladora, uma tentativa de inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba, em dezembro do ano passado, não conseguiu localizar a empresa no endereço informado oficialmente.

Risco ao consumidor e fiscalização reforçada

A Anvisa destacou que o uso de glitter e plásticos em produtos alimentícios representa risco à saúde, já que esses componentes não são permitidos para ingestão. A agência reforçou que os consumidores devem ficar atentos à procedência dos produtos e consultar registros oficiais antes da compra.

A resolução que oficializa as determinações foi publicada no Diário Oficial da União, e o órgão informou que seguirá monitorando o mercado para coibir a venda de itens irregulares e proteger a segurança alimentar da população.

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