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Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de ex-diretor-geral da PRF

A preocupação da Polícia Federal começou quando a tornozeleira eletrônica usada por Silvinei deixou de emitir sinal de GPS - Cristiano Mariz/Agência O Globo
Moraes destacou que o descumprimento das medidas cautelares, aliado à tentativa de evasão, autoriza a conversão das restrições em prisão preventiva  |   BNews RN - Divulgação A preocupação da Polícia Federal começou quando a tornozeleira eletrônica usada por Silvinei deixou de emitir sinal de GPS - Cristiano Mariz/Agência O Globo
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 26/12/2025, às 14h41



Nesta sexta-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. A decisão foi tomada após a constatação de indícios concretos de tentativa de fuga do Brasil, em descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.

A ordem de prisão veio poucas horas depois de Silvinei ser detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. De acordo com informações divulgadas pela CNN, ele tentou embarcar em um voo com destino a El Salvador utilizando um passaporte paraguaio falso.

As investigações apontam que o ex-diretor saiu de Santa Catarina, onde mora, e cruzou a fronteira por via terrestre. A movimentação levantou suspeitas após falhas no monitoramento eletrônico determinado pela Justiça.

Monitoramento interrompido acendeu alerta

A preocupação da Polícia Federal começou quando a tornozeleira eletrônica usada por Silvinei deixou de emitir sinal de GPS e GPRS, possivelmente por bateria descarregada. Diante disso, agentes foram até o endereço dele, em São José, na Grande Florianópolis, mas não o localizaram.

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostraram que Silvinei permaneceu no local até a noite do dia 24 de dezembro. Na ocasião, ele foi visto saindo com malas, pertences pessoais, o cachorro e objetos usados para transporte do animal, sem retornar desde então.

Outro ponto que reforçou a suspeita foi o fato de o veículo registrado em nome do ex-diretor não ter sido utilizado na viagem. As apurações indicaram o uso de um carro alugado, o que, para a PF, demonstrou planejamento para a fuga.

Prisão confirmada e retorno ao Brasil

Com base nas informações reunidas, a Polícia Federal acionou autoridades estrangeiras e passou a monitorar o deslocamento internacional. O rastreamento confirmou que Silvinei havia chegado ao Paraguai, onde foi localizado no aeroporto tentando deixar o país com documentação falsa.

Na decisão, Alexandre de Moraes destacou que o descumprimento das medidas cautelares, aliado à tentativa de evasão, autoriza a conversão das restrições em prisão preventiva, conforme entendimento consolidado do STF.

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