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“Filhos de Deus?”: Astrônomo do Vaticano se pronuncia sobre possível batismo de alienígenas

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Astrônomo do Observatório Vaticano afirma que realizaria o batismo de extraterrestre caso a existência de vida alienígena fosse comprovada.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/ Unsplash

Publicado em 27/10/2025, às 15h39   Nathalia Quiereguini



Richard Anthony D’Souza, astrônomo e diretor da Specola Vaticana, observatório astronômico da Santa Sé, surpreendeu ao afirmar que batizaria seres extraterrestres, caso a existência deles fosse confirmada, segundo o portal Metrópoles.

A declaração, feita em entrevista, levanta uma reflexão inédita sobre como a fé e a ciência podem se conectar diante do desconhecido.

Segundo D’Souza, todos os seres seriam considerados “filhos de Deus”, indicando que a doutrina cristã poderia se expandir para incluir formas de vida alienígenas.

Ele acrescenta que a crença na criação divina não se limita à Terra, sugerindo uma visão mais ampla do cosmos.

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O papel da Specola Vaticana

Localizado em Castel Gandolfo, próximo a Roma, o observatório é um centro histórico de pesquisa científica ligado à Igreja Católica.

Desde sua fundação, a Specola Vaticana tem atuado na busca por conhecimento astronômico, explorando desde planetas até a origem da vida.

Sob a direção de D’Souza, o instituto reforça a integração entre fé e ciência, mostrando que investigar o universo não é contraditório à espiritualidade, mas uma forma de compreender melhor a criação divina e os mistérios que ainda cercam o espaço.

Desafios práticos e teológicos

O astrônomo pontua que o primeiro desafio seria a logística do batismo, tradicionalmente um ritual presencial.

Ele questiona como seria possível realizar o sacramento com seres de outro planeta ou como eles poderiam se aproximar da Igreja.

Além disso, D’Souza reconhece que a teologia teria que se reinventar, considerando que a presença de vida extraterrestre ampliaria conceitos centrais da fé, como pecado, salvação e comunhão entre todas as criaturas de Deus.

A declaração do diretor da Specola Vaticana convida a sociedade a pensar além do conhecido, unindo ciência e espiritualidade.

Em vez de ver a descoberta de vida alienígena como uma ameaça, a Igreja considera a possibilidade como uma oportunidade de ampliar a compreensão sobre a criação e o papel da humanidade no cosmos.

A abertura para o diálogo entre fé e ciência, segundo D’Souza, é um passo essencial para enfrentar os mistérios do universo sem perder a perspectiva espiritual e para estimular novas perguntas sobre nossa existência e lugar no universo.

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