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Dia da consciência negra: entenda por que a data virou símbolo e quem foi Zumbi

Dia da consciência negra: entenda por que a data virou símbolo e quem foi Zumbi
veja a história por trás da data que virou feriado nacional no Brasil e conheça a trajetória de Zumbi  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet

Publicado em 20/11/2025, às 15h17   Leonardo Silva



O Brasil celebra nesta quinta-feira (20) o Dia da Consciência Negra, feriado nacional desde 2024, a data remete à morte do líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, assassinado em 1695. O local foi um dos maiores quilombos do Brasil durante o período colonial, símbolo de resistência contra a escravização negra no país.

A data era oficial apenas em alguns estados, como Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo antes de ser feriado nacional. O reconhecimento do Dia de Zumbi e da Consciência Negra em 20 de novembro como feriado levou décadas.

A preferência pela data se manifesta pela primeira vez em 1971, na ditadura militar, e partiu de um grupo de estudantes e militantes negros de Porto Alegre (RS). Eles não achavam adequadas as celebrações em torno do 13 de maio, dia da assinatura da abolição da escravatura pela princesa Isabel, princesa imperial regente - que formalmente pôs fim a cerca de 350 anos de escravidão negra no Brasil.

O grupo de homens negros, formado em julho daquele ano, depois se denominou Grupo Palmares e era composto por Oliveira Ferreira da Silveira, Ilmo Silva, Vilmar Nunes e Antônio Carlos Cortes.

Quem foi Zumbi dos Palmares?

Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje está o município de União dos Palmares (AL). Ali, devido às condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas.

Palmares surgiu da união de africanos que escaparam da escravidão nos engenhos de açúcar do Nordeste, conhecida como Zona da Mata, em torno do período de 1600. Eles se fixaram na Serra da Barriga, local que atualmente fica localizado o município de União dos Palmares em Alagoas. Ali, devido ao local de difícil acesso, conseguiram formar uma comunidade que, segundo estimativas, chegou a comportar mais de 30 mil pessoas.

Durante o século 17, Palmares enfrentou ataques militares de portugueses e holandeses, que controlavam partes do Nordeste entre 1630 e 1654. O quilombo era formado por várias aldeias, cujos nomes eram de origem africana, como Aqualtene, Dombrabanga, Zumbi e Andalaquituche, além de indígenas, como Subupira e Tabocas, e de origem portuguesa, como Amaro.

Zumbi nasceu como um homem livre dentro de Palmares, provavelmente em 1655. De acordo com historiadores, ele seria descendente do povo imbamgala ou jaga de Angola.

Na infância, durante uma das tentativas de destruir o quilombo, Zumbi foi capturado por soldados portugueses e dado a um padre, que o batizou com o nome de Francisco e o ensinou a língua portuguesa e latim. Aos 15 anos, Francisco conseguiu fugir, retornou a Palmares e passou a se chamar Zumbi.

Ao completar 25 anos, tornou-se o líder do quilombo e começou a dirigir a resistência contra os ataques feitos pelos portugueses. Em 1694, as tropas portuguesas invadiram o núcleo central de resistência, conhecido como Aldeia do Macaco. Ferido, Zumbi conseguiu escapar. Ele resistiu na selva por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. No dia 20 de novembro do ano seguinte, foi encontrado pelas forças portuguesas, levado à morte e esquartejado.

Classificação Indicativa: Livre

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