Cidades
A Fecomércio do Rio Grande do Norte repudiou a invasão realizada por membros do Movimento Luta nos Bairros e Favelas (MLB) neste sábado (20) em um supermercado no bairro Cidade Satélite, na zona Sul de Natal.
Em nota divulgada, a federação classificou o movimento como uma ação criminosa que colocou em risco a integridade física de clientes e colaboradores do local. Segundo os líderes do movimento, pelo menos 300 pessoas participaram da ação.
Ainda de acordo com a nota, a federação considera as ações como inaceitáveis, pois "violam frontalmente o direito à propriedade privada, garantido pela Constituição, e afrontam os princípios básicos de segurança e ordem pública que sustentam o desenvolvimento econômico e social".
O protesto foi realizado na manhã deste sábado. Segundo o MLB, o objetivo é protestar contra a fome e escassez de alimentos para os grupos mais pobres na capital potiguar.
Leia a nota na integra:
"A Fecomércio Rio Grande do Norte repudia com veemência os atos de invasão e ataque a estabelecimentos comerciais, como o ocorrido na manhã deste sábado, 20 de dezembro, quando o Queiroz Atacadão, no bairro Cidade Satélite, em Natal, está sendo alvo de uma ação criminosa que coloca em risco a integridade física de colaboradores, clientes e da própria comunidade local.
O Queiroz Atacadão, unidade recém-inaugurada como a maior operação do Grupo Queiroz com vasta área de venda e forte impacto econômico para a região, representa um investimento significativo em geração de empregos e serviços
Tais atos, absolutamente inaceitáveis, violam frontalmente o direito à propriedade privada, garantido pela Constituição, e afrontam os princípios básicos de segurança e ordem pública que sustentam o desenvolvimento econômico e social. A Fecomércio RN espera apuração rigorosa dos fatos, com a responsabilização dos envolvidos, além da atuação imediata das forças de segurança para que episódios desta natureza não se repitam.
Nossa entidade reafirma que o setor do comércio e serviços, pela sua natureza de abertura e livre circulação de pessoas, já se encontra em uma posição de vulnerabilidade, especialmente em períodos de intenso movimento comercial como os atuais, e não pode ser transformado em alvo de invasões criminosas.
Esperamos que as autoridades competentes adotem medidas firmes e eficazes para coibir este tipo de iniciativa, garantindo um ambiente de segurança, respeito ao direito de propriedade e livre circulação de pessoas e bens, condições fundamentais para que comerciantes, empreendedores e investidores mantenham suas atividades com tranquilidade e confiança no Rio Grande do Norte".
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