Política
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende promover uma “faxina” no Ministério das Relações Exteriores caso o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), seja eleito presidente da República. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse ter mapeado embaixadores e diplomatas que, segundo sua avaliação, teriam atuado contra o governo de Jair Bolsonaro.
Eduardo afirmou que pretende acompanhar a atuação de servidores que considera responsáveis por uma suposta sabotagem à gestão do pai. A declaração ocorre em meio à discussão sobre os rumos da política externa de um eventual governo de Flávio e sobre quem poderia comandar o Itamaraty.
O ex-deputado também criticou mudanças realizadas no corpo diplomático durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e citou o embaixador Orlando Leite Ribeiro como um dos nomes que poderiam deixar o posto em uma eventual mudança de governo. Ribeiro atualmente chefia a Embaixada do Brasil em Praga, na República Tcheca.
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As declarações de Eduardo ocorrem enquanto aliados de Flávio discutem possíveis nomes e mudanças para o Ministério das Relações Exteriores. Entre os nomes que participaram da formulação de propostas para a campanha estão Roberto Azevêdo, Marcos Troyjo e Marcos Degaut.
Segundo informações divulgadas sobre as articulações, parte dos aliados passou a defender o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, para o comando do Itamaraty. A avaliação atribuída ao grupo considera, entre outros fatores, a relação da parlamentar com o setor do agronegócio.
Também há relatos de uma possível divisão dentro da campanha entre uma ala que defende um perfil mais técnico para a política externa e o grupo ligado a Eduardo Bolsonaro.
As declarações de Eduardo foram feitas após a repercussão de informações sobre o auxílio prestado pela Embaixada do Brasil em Madri à mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da mulher dele para a Espanha, em 2025. Segundo as informações divulgadas, mensagens mencionaram apoio relacionado à escolha de bairro, escola e outros aspectos da mudança.
Eduardo afirmou que o episódio seria um dos motivos para uma eventual revisão do corpo diplomático. O Itamaraty confirmou parte do auxílio prestado pela representação brasileira, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Até o momento, as mudanças mencionadas por Eduardo e os nomes discutidos para o Itamaraty estão relacionados a um eventual governo de Flávio Bolsonaro e não representam decisões oficiais do Ministério das Relações Exteriores.
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