Cidades
Publicado em 02/02/2026, às 11h23 Malu Machado
Uma baleia de grande porte foi encontrada morta na Via Costeira, em Natal, gerando preocupação entre banhistas e motoristas, e levando especialistas a investigar as causas do encalhe.
As hipóteses para a morte do animal incluem causas naturais, interferência humana, como colisões com embarcações, e impactos ambientais, como ingestão de plásticos.
As autoridades estão monitorando a situação e reforçando a importância de não interagir com animais encalhados, além de acionar os serviços especializados para garantir a preservação da fauna marinha local.
Uma cena impressionante mobilizou banhistas e motoristas na Via Costeira, em Natal, no último fim de semana. Uma baleia de grande porte foi encontrada às margens da praia, em uma das áreas mais movimentadas do litoral urbano potiguar. Após a chegada da equipe técnica, o animal foi identificado como um cachalote (Physeter macrocephalus).
A equipe do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM) foi acionada na tarde de sábado (01/02), por volta das 16h10. Ao chegarem ao local, os especialistas identificaram que se tratava de um indivíduo subadulto, medindo entre 8 e 9 metros de comprimento.
Devido ao avançado estado de decomposição (classificado tecnicamente como código 4), a necropsia completa e a coleta de materiais foram realizadas na manhã de domingo (02/02). Confira os principais pontos do laudo preliminar:
Marcas de Predação: Foram observadas diversas marcas de mordidas de tubarão no corpo, mas os técnicos acreditam que estas ocorreram após a morte do animal, enquanto ele derivava no oceano.
Causa da Morte: Em razão da decomposição avançada, a causa da morte foi considerada inconclusiva.
Destinação: Com o apoio da prefeitura e o uso de uma retroescavadeira, a carcaça foi retirada da linha de maré para o enterramento adequado, seguindo os protocolos sanitários.
O cachalote é o maior cetáceo com dentes do mundo, podendo chegar a 18 metros na fase adulta. Conhecidos por mergulhos profundos em busca de lulas gigantes, esses animais são vitais para o equilíbrio do ecossistema marinho.
O caso acende um alerta para a alta demanda de resgates no estado: somente nos primeiros 33 dias de 2026, já foram registrados 77 encalhes de animais marinhos no litoral do Rio Grande do Norte.
Especialistas e biólogos reforçam que a interação incorreta com animais marinhos (vivos ou mortos) pode prejudicar a saúde humana e agravar a situação do animal.
Confira as orientações de como proceder:
O caso agora segue sob investigação técnica. O monitoramento contínuo da fauna marinha é essencial para garantir a preservação das espécies que utilizam a costa do Rio Grande do Norte como rota de passagem ou área de reprodução.
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