Política
Publicado em 06/11/2025, às 13h27 Reprodução/Assessoria SMS Natal Giovana Gurgel
A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte dominou o início da sessão plenária desta quinta-feira (6). O deputado Gustavo Carvalho, do Partido Liberal (PL), abriu os trabalhos denunciando aquilo que classificou como “a maior dor do norte-rio-grandense”.
Para ele, o Governo do Estado demonstra conformismo diante do agravamento dos problemas, o que estaria deixando a população em situação de abandono.
O parlamentar ressaltou que os profissionais da saúde continuam em greve. Segundo ele, o Governo não apresentou propostas para negociar e nem recebeu os servidores para discutir a pauta reivindicatória.
Lembrou ainda que, em gestões anteriores, sempre houve cobranças por atenção e respeito ao funcionalismo, cenário que hoje considera invertido.
Gustavo Carvalho chamou atenção para a falta de insumos básicos nas unidades de saúde, afirmando que há relatos de médicos realizando cotizações para garantir o atendimento aos pacientes.
“Quem não tem plano de saúde está morrendo”, alertou o deputado.
O discurso também destacou a ausência de medicamentos controlados na Unicat e citou a paralisação de cirurgias eletivas, atingindo diretamente quem aguarda procedimentos essenciais.
Outro ponto crítico apresentado foi o de tomógrafos quebrados no Hospital Walfredo Gurgel, impossibilitando exames emergenciais.
Para o deputado, o cenário revela descaso do Executivo com a vida da população e escancara uma crise que não pode mais ser ignorada pelo poder público.
Diante das denúncias, Gustavo Carvalho defendeu que medidas urgentes precisam ser tomadas. Ele propôs a criação de um comitê de crise na saúde do Rio Grande do Norte e a formação de um grupo de trabalho com foco em ações imediatas.
O parlamentar concluiu pedindo prioridade total para o tema, afirmando que o povo precisa de cuidado e resultados concretos, e não mais espera.
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