Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), nesta quarta-feira (29), o deputado Coronel Azevedo (PL) fez um discurso inflamado sobre a crise de segurança pública no Rio de Janeiro.
O parlamentar prestou homenagens a policiais mortos em operação e parabenizou o que chamou de “corajosa megaoperação contra o narcoterrorismo no Brasil”.
Ele alertou para a gravidade do cenário, citando o uso de “drones-bomba lançados por facções contra policiais em uma verdadeira guerra financiada pelas drogas”. Segundo o deputado, o episódio simboliza um “risco gravíssimo para os heróis da segurança pública e para as famílias brasileiras”.
O legislador classificou a situação como um retrato do avanço do crime organizado, que, em suas palavras, “transformou comunidades em campos de batalha” e “envenena a sociedade com drogas e violência”.
Críticas à esquerda e às “narrativas mentirosas”
Em meio ao pronunciamento, Azevedo criticou o que chamou de “narrativas mentirosas” e responsabilizou “elementos da esquerda” por tentar inverter os papéis entre criminosos e forças de segurança.
“A violência no Rio de Janeiro não é culpa da população nem da polícia. Eles são as vítimas. A culpa é dos traficantes”, enfatizou.
O deputado repudiou o discurso que, segundo ele, busca “vitimizar quem causa o terror”. Em tom firme, afirmou que “a inocência dos traficantes só existe na cabeça transtornada da esquerda”.
Para Azevedo, as facções são “parasitas que se alimentam da fraqueza do Estado e do silêncio de quem teme enfrentá-los”.
Ele ainda defendeu que o país precisa reconhecer o narcotráfico como ameaça terrorista e que “os homens de bem, que pagam impostos, acreditam que traficantes merecem cadeia perpétua”.
Ataques ao governo federal e alerta sobre influência externa
Coronel Azevedo voltou suas críticas ao governo federal, citando declarações do governador do Rio de Janeiro de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “assistiu a tudo de braços cruzados, negando apoio ao Estado”.
O parlamentar afirmou que o governo “prioriza a ideologia petista sobre a segurança nacional” e “se recusa a classificar as facções criminosas como terroristas”.
Para o deputado, o resultado dessa postura é um país “sitiado pelo narcotráfico”. Ele acusou o presidente de “entregar o Brasil ao crime” e cobrou medidas duras de repressão.
O discurso também fez referência a denúncias do general Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência da Venezuela, que teria afirmado que “Hugo Chávez e Nicolás Maduro financiaram o PT e Lula”.
Azevedo destacou ainda uma pesquisa internacional que aponta que “26% do território brasileiro está sob domínio de facções”, o que, segundo ele, “coloca o Brasil como o país mais ameaçado das Américas”.