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Política

Pressão aumenta e Toffoli reage com ordem explosiva no caso Master; entenda desdobramentos

Ministro do STF determina que a Polícia Federal envie todos os dados extraídos de celulares na investigação do Banco Master  |  Crédito: Rovena Rosa/Agencia Brasil

Publicado em 12/02/2026, às 14h14   Crédito: Rovena Rosa/Agencia Brasil   Giovana Gurgel

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) envie à Corte todos os dados extraídos de celulares e mídias apreendidos na investigação envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (12) e amplia o alcance da apuração em curso.

A ordem estabelece o encaminhamento integral dos conteúdos periciados, incluindo laudos técnicos e informações telemáticas, informáticas e telefônicas. O material deverá ser remetido ao STF sem qualquer filtragem.

A medida ocorre após a entrega de um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O documento foi apresentado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Mensagens

De acordo com as investigações, mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro mencionam o nome de Dias Toffoli. O teor das conversas não foi divulgado oficialmente.

A existência dessas citações intensificou a pressão para que o ministro se declare impedido de continuar na relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O relator é o magistrado responsável por conduzir o processo e decidir sobre os principais atos da investigação.

Entre interlocutores que acompanham o caso, a decisão de requisitar todos os dados apreendidos foi interpretada como uma reação firme após o relatório ter sido encaminhado à presidência da Corte.

Notas oficiais

Na quarta-feira (11), Toffoli divulgou nota afirmando ser alvo de ilações e sustentando que não cabe à Polícia Federal formular pedidos de suspeição contra ministros do Supremo.

Já nesta quinta-feira (12), o gabinete do ministro detalhou sua participação societária na empresa Maridt e negou qualquer vínculo pessoal ou financeiro com Daniel Vorcaro. Segundo a manifestação oficial, a administração da empresa é exercida por familiares do magistrado.

A nota informa que a Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial de São Paulo, e administrada pelos irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Toffoli.

Operações societárias

O comunicado também esclarece que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi formalizada sua saída por meio de duas operações.

A primeira ocorreu em 27 de setembro de 2021, com a venda de cotas ao Fundo Arleen, controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Banco Master. A segunda envolveu a alienação do saldo remanescente à PHB Holding, concluída em 21 de fevereiro de 2025.

Segundo o gabinete, todas as transações foram declaradas à Receita Federal e realizadas dentro de valores de mercado, embora os montantes não tenham sido tornados públicos. Interlocutores afirmam que Toffoli recebeu dividendos enquanto a Maridt ainda integrava o grupo empresarial.

A participação societária de magistrados é disciplinada pela Lei Orgânica da Magistratura, Lei Complementar número 35 de 1979, que permite integrar quadro societário e receber dividendos, vedando apenas o exercício de atos de gestão.

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