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Política

Novo lança candidatura própria à presidência da Câmara e descarta apoiar reeleição de Hugo Motta

O partido Novo anunciou que não apoiará a reeleição de Hugo Motta e buscará um novo nome para a presidência da Câmara em 2027  |  Marina Ramos/Câmara — Marina Ramos/Câmara

Publicado em 03/11/2026, às 18h27   Marina Ramos/Câmara — Marina Ramos/Câmara   Jussier Lucas

O partido Novo anunciou nesta terça-feira (3) que terá candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados e não apoiará a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) no comando da Casa. A legenda, no entanto, ainda não definiu quem representará o grupo na disputa.

Em nota, o partido afirmou que pretende apresentar uma alternativa à atual direção da Câmara, com foco na independência do Legislativo e na defesa das prerrogativas parlamentares. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os deputados eleitos em 2026 já estarão no exercício dos mandatos.

A decisão coloca o Novo fora da articulação política liderada por Motta para permanecer na presidência. O atual presidente busca reunir o apoio de diferentes bancadas para a votação do próximo ano.

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Novo já teve candidatura própria na eleição anterior

Na disputa de 2025, o partido lançou o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) como candidato ao comando da Câmara. Ele foi eleito senador em 2026 e assumirá o novo mandato em 2027.

A legenda declarou que pretende apresentar um nome comprometido com a autonomia do Poder Legislativo, o respeito às prerrogativas dos parlamentares e os interesses da sociedade. Até o momento, porém, não informou quem será o escolhido nem quais bancadas pretende reunir em torno da candidatura.

Enquanto isso, Hugo Motta amplia as articulações para formar uma base de apoio à reeleição. O PT anunciou apoio ao atual presidente, mas estabeleceu como condição que o PL e o Novo não integrem o mesmo bloco político.

Com a adesão dos petistas, o grupo articulado em torno de Motta reúne partidos que somam 361 deputados eleitos para a próxima legislatura. Entre as siglas estão União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSB e PDT.

Com o anúncio, o Novo confirma que seguirá por um caminho próprio na disputa, mas ainda precisa definir o candidato e a estratégia para conquistar apoio entre os parlamentares.

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