Política
Publicado em 11/12/2025, às 13h58 © Fernando Frazão/Agência Brasil Giovana Gurgel
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal (PF) realize uma perícia médica no ex-presidente Jair Bolsonaro no prazo de 15 dias. Ele afirma que os exames apresentados pela defesa não são atuais e pede um laudo independente que confirme ou descarte a necessidade de intervenção cirúrgica.
A defesa solicitou na terça, dia 9, a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar, alegando agravamento dos episódios de soluços e a necessidade de cuidados médicos contínuos.
O ex-presidente está detido em uma sala de 12 metros quadrados da Polícia Federal e afirma que o espaço dificulta o atendimento adequado.
Segundo informações repassadas à rede CNN, Moraes cogita transferir Bolsonaro para um espaço maior, mas sem alterar o regime fechado. Uma das alternativas em análise é a unidade conhecida como Papudinha, onde se encontra preso o ex-ministro Anderson Torres.
Magistrados ouvidos pela CNN avaliam que não há chance de concessão de prisão domiciliar neste momento. Entre os fatores que pesam está a tentativa anterior de violação da tornozeleira eletrônica, citada em análises internas.
Há também receio de que, em caso de domiciliar, Bolsonaro busque refúgio em alguma representação diplomática. Para 2026, porém, integrantes do Judiciário consideram que o regime domiciliar pode se tornar viável diante das comorbidades do ex-presidente, que enfrenta crises recorrentes de soluço e episódios constantes de enjoo.
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