Polícia
Publicado em 29/10/2026, às 11h57 Miguel Schincariol/AFP José Nilton Jr.
A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições, recebeu ajuda de empresários e políticos alinhados à direita para deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos. As suspeitas foram divulgadas pela CNN Brasil, com base em informações atribuídas a fontes ligadas à investigação.
Os investigadores buscam identificar os proprietários dos veículos e das aeronaves que teriam sido utilizados no deslocamento do senador até o exterior. Segundo as informações divulgadas, a PF não descarta solicitar a quebra de sigilos telefônicos e telemáticos para aprofundar a apuração sobre a organização da viagem.
De acordo com os relatos, Flávio teria seguido inicialmente para a fronteira entre Brasil e Argentina. Já em território argentino, embarcou em uma aeronave que fez uma parada no Equador para reabastecimento antes de continuar a viagem em direção aos Estados Unidos.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, a Polícia Federal já acompanhava a possibilidade de saída do senador do país antes da conclusão do segundo turno das eleições presidenciais.
Os relatos apontam que o suposto plano teria contado com a concordância do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz, que, conforme as informações divulgadas, esses dois últimos citados já estavam nos Estados Unidos.
Essas informações, contudo, são atribuídas a fontes da investigação e não representam, por si só, comprovação de participação dos citados em qualquer irregularidade.
Flávio Bolsonaro é citado em duas investigações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de evasão de divisas, conforme as informações divulgadas. Uma delas envolve a destinação de recursos associados ao filme Dark Horse. A outra apura transações financeiras que teriam relação com Willer Tomaz.
As suspeitas ainda dependem de esclarecimento no curso das investigações. A existência de apurações policiais não significa que os envolvidos tenham cometido crimes, e eventuais responsabilidades deverão ser estabelecidas pelas autoridades competentes.