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A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte sofreu uma queda expressiva no segundo trimestre de 2026, com redução de até 17,82% na extração de petróleo e recuo na arrecadação de royalties. No primeiro semestre, o Estado recebeu R$ 105,57 milhões em compensações financeiras, contra R$ 128,96 milhões no mesmo período de 2025, uma perda de R$ 23,39 milhões.
Os dados fazem parte do Boletim de Petróleo e Gás Natural, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN), com base em informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre abril e junho de 2026, a produção potiguar de petróleo caiu de 2,93 milhões para 2,40 milhões de barris, uma retração de 17,82% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No caso do gás natural, o volume extraído passou de 112,30 milhões para 97,66 milhões de metros cúbicos, queda de 13,04%.
A redução atingiu tanto os campos terrestres quanto os marítimos. Nas operações em terra, a extração de petróleo totalizou 2,25 milhões de barris, recuo de 18,07%. Já a produção de gás natural chegou a 87,62 milhões de metros cúbicos, uma diminuição de 11,59%.
No mar, o desempenho também foi negativo. A produção de petróleo ficou em 157,48 mil barris, queda de 14%, enquanto a extração de gás natural somou 10,04 milhões de metros cúbicos, volume 23,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
De acordo com a Sedec-RN, o cenário está relacionado ao envelhecimento dos campos produtores, cujos reservatórios apresentam declínio gradual na capacidade de extração. O órgão destaca que esse comportamento é característico de áreas petrolíferas maduras, que exigem intervenções para preservar os níveis de produção.
A retração na atividade petrolífera já se reflete nas receitas públicas do Rio Grande do Norte. Entre janeiro e junho de 2026, a arrecadação de royalties caiu 18,14% na comparação anual. A redução compromete uma fonte de recursos vinculada à exploração de petróleo e gás natural no território potiguar.
Embora a queda na arrecadação tenha ultrapassado 28% entre janeiro e abril, os valores apresentaram recuperação a partir de maio. A melhora parcial, porém, não foi suficiente para impedir o resultado negativo acumulado no primeiro semestre.
Para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, a recuperação da atividade depende de investimentos na revitalização de poços e na modernização das operações. A tendência de queda já havia sido identificada nos três primeiros meses do ano, quando a produção terrestre de petróleo recuou 15,85% e a de gás natural diminuiu 20,34%.
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