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Polícia

Golpe dos atestados falsos vem à tona: polícia investiga esquema que derrubou funcionários por justa causa no RN

12 trabalhadores foram demitidos por justa causa depois que a empresa constatou que os atestados apresentados para justificar faltas eram falsos  |  Reprodução/Doctoralia

Publicado em 13/02/2026, às 14h23   Reprodução/Doctoralia   José Nilton Jr.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deu início a um inquérito para investigar o uso de atestados médicos falsificados por empregados de uma empresa que fica em Mossoró, interior do estado, após a própria instituição comunicar o caso às autoridades policiais.

De acordo com as primeiras apurações, 12 trabalhadores foram demitidos por justa causa depois que a empresa constatou que os documentos apresentados para justificar faltas eram fraudulentos. A verificação da empresa identificou que pelo menos três médicos tiveram seus nomes utilizados indevidamente nos atestados.

A suspeita ganhou força diante do número elevado de ausências, da repetição dos mesmos profissionais de saúde nos documentos e de inconsistências formais nos atestados entregues pelos funcionários.

Médicos negam emissão dos documentos

Ao serem procurados pela empresa, os médicos citados nos atestados afirmaram que não haviam emitido os documentos e que não reconheciam as assinaturas atribuídas a eles. A confirmação reforçou a suspeita de falsificação em série.

As ações policiais avançaram rapidamente e permitiram aos investigadores traçar o caminho utilizado para a produção e comercialização dos atestados falsos.

Ex-funcionário é apontado como responsável

De acordo com a Polícia Civil, a pessoa responsável pela falsificação mora em Mossoró. Ele cobrava R$ 25 por cada dia de afastamento indicado no atestado e recebia os pagamentos por meio de uma conta bancária registrada em nome de terceiros.

As investigações também apontaram que o suspeito utilizava um número de telefone com DDD 17 para negociar os documentos com os funcionários interessados.

Ainda conforme apurado, o investigado é ex-colaborador da própria empresa e havia sido demitido anteriormente por justa causa, o que levantou a hipótese de retaliação ou aproveitamento de informações internas.

Inquérito segue em andamento

O inquérito policial continua em curso para esclarecer todos os detalhes do esquema, identificar eventuais outros envolvidos e apurar responsabilidades criminais tanto de quem produziu quanto de quem utilizou os atestados falsos.

Classificação Indicativa: Livre


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