Polícia

Operação Território Seguro avança e prende 14 suspeitos em ofensiva contra facções em Natal e Região Metropolitana

Divulgação/PCRN
Durante a realização da Operação, mais de 10 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas atuantes no RN  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/PCRN
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 12/02/2026, às 13h05



Na manhã de quinta-feira, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em colaboração com outras forças de segurança, prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas durante a terceira fase da Operação Território Seguro, visando combater o crime na região.

As ações ocorreram em Natal e Parnamirim, com foco em áreas conhecidas por atividades ilícitas, onde foram identificados pelo menos 11 traficantes, e a polícia também investiga DJs que promovem o crime organizado através de músicas.

Com mais de 300 agentes envolvidos, a operação busca desarticular facções criminosas e responsabilizar seus membros, destacando a importância da colaboração da população para o sucesso das investigações e ações repressivas.

Resumo gerado por IA

Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou uma ação integrada vinculada à terceira fase da Operação Território Seguro. A ação aconteceu em parceria com a Polícia Militar, Polícia Penal, Ministério Público Estadual e o Centro Integrado de Operações Aéreas. Até o momento, foram presas 14 pessoas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas atuantes no RN. 

As ações foram simultaneamente nas cidades de Natal e Parnamirim. Na capital potiguar, as ações se concentraram principalmente na zona Leste, nos bairros de Mãe Luíza e Rocas, além de Cidade da Esperança, Nossa Senhora de Nazaré e Quintas, na Zona Oeste. Em Parnamirim, os trabalhos tiveram como foco o bairro Monte Castelo, como detalho o Diretor da Divisão Especializada de Investigação em Combate ao Crime Organizado (Deicor), Joacir Rocha.

"Todos os 14 indivíduos presos estão correlacionados com a atuação criminosa no bairro, integração e orcrim, principalmente. São duas facções, uma a nível nacional
e uma a nível local que atuam na região da zona leste", afirmou.

Ainda segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, em Mãe Luíza, pelo
menos 11 traficantes foram identificados, que atuam naquele local e já tiveram mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

"No dia de hoje foi dado o cumprimento das prisões preventivas. Logramos êxito na captura de cinco traficantes que atuavam ali na região, seis se encontram foragidos", explicou o delegado da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc), Adeangelo de Melo.

Artistas presos por promover o crime organizado

A polícia também identificou duas pessoas que faziam promoção ao crime
organizado através de músicas. Eles são DJs, segundo o delegado Juarez Mainart.

"Os djs publicam as músicas na rede social, produzem e publicam nas redes sociais e a gente vai identificar agora a real ligação que eles têm com a facção, se eles recebem dinheiro, como é que funciona, isso a gente vai aprofundar ainda no curso da investigação", destacou o delegado da Dracon.

"Na verdade, é muito mais que uma apologia, eles de fato promovem essa facção, exaltam essa facção, dão luz a essa facção", complementou Juarez.

Conflitos e investigações deram origem à ofensiva

As investigações tiveram início após uma série de conflitos registrados na zona Leste de Natal entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. A partir desses episódios, a Polícia Civil passou a aprofundar o mapeamento de grupos criminosos atuantes na região.

Durante o trabalho investigativo, foram identificados integrantes e colaboradores de facções, além de imóveis supostamente utilizados para armazenar armas e outros materiais ilícitos. Também foram apontadas pessoas responsáveis por oferecer suporte logístico às atividades criminosas.

As apurações ainda revelaram indivíduos que promovem ou enaltecem facções criminosas por meio de músicas que glorificam crimes e criminosos, contribuindo para a disseminação da chamada narcocultura no Rio Grande do Norte.

Crimes diversos e atuação integrada das forças

Paralelamente, as investigações apontaram a atuação de grupos especializados em arrombamentos de veículos, utilizando ferramentas como chaves de fenda e dispositivos bloqueadores de sinal conhecidos como chapolim. Esses crimes estariam ligados a esquemas maiores de receptação e adulteração de veículos.

Os levantamentos também indicaram a prática de tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo, ampliando o alcance das ações repressivas realizadas nesta fase da operação.

Ao todo, mais de 300 agentes das forças de segurança participaram da ofensiva, reforçando o caráter integrado e estratégico da operação para enfraquecer as estruturas criminosas no estado.

Fase repressiva busca desarticular facções

Segundo a Polícia Civil, a terceira fase da Operação Território Seguro marca um estágio repressivo qualificado, com foco direto na desarticulação das organizações criminosas e na responsabilização de seus integrantes.

A Polícia Civil reforça que a integração entre os órgãos de segurança pública tem sido fundamental para o avanço das ações e destaca a importância da colaboração da população, que pode repassar informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Classificação Indicativa: Livre

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