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Publicado em 20/05/2026, às 15h46 Lula Marques/Agência Brasil José Nilton Jr.
A deputada federal Erika Hilton afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo Lula não aceitará mudanças na PEC do fim da escala 6x1 que resultem em aumento da jornada de trabalho. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”.
De acordo com a parlamentar, o objetivo da proposta é ampliar o período de descanso dos trabalhadores, sem abrir espaço para medidas que aumentem a carga horária semanal.
“O governo entregará apenas o que for necessário. Compensações como desoneração da folha não têm espaço para negociação. O objetivo é claro: garantir ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso”, declarou.
Durante a entrevista, Erika Hilton também criticou propostas apresentadas por parlamentares da oposição que sugerem mudanças graduais na implementação da nova jornada.
Entre as emendas em discussão está a do deputado Sérgio Turra, que propõe um prazo de dez anos para aplicação do fim da escala 6x1. A medida já teria recebido apoio formal de 176 deputados federais.
A deputada afirmou que pequenos empresários não seriam responsáveis pela pressão para ampliar o prazo de transição ou aumentar a carga horária semanal para até 52 horas.
Erika Hilton também defendeu que a redução da jornada pode estimular a economia e ampliar a geração de empregos no país.
Ainda de acordo com ela, estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apontam potencial de criação de mais de 3 milhões de postos de trabalho com a mudança.
A parlamentar argumentou ainda que jornadas menores podem reduzir afastamentos por adoecimento e diminuir erros provocados pelo excesso de trabalho, o que também traria impactos positivos para empresas.
Apesar da resistência a propostas de ampliação da carga horária, Erika Hilton afirmou que ajustes específicos ainda podem ser debatidos durante a tramitação da PEC.
Entre os pontos citados pela deputada estão possíveis isenções tributárias, fortalecimento das convenções coletivas e regulamentações voltadas às particularidades de determinados setores econômicos.