Geral
Publicado em 07/11/2025, às 13h22 A ação aconteceu em frente ao local onde chefes de Estado iniciaram as discussões preparatórias para a conferência oficial - Reprodução/@officialpetalatino José Nilton Jr.
A ativista e apresentadora Luisa Mell, de 47 anos de idade, realizou um protesto na manhã da última quinta-feira (6) em Belém, no Pará, durante o encontro de líderes internacionais que antecede a COP30. Incomodada com o cardápio ofertado ao público, a ativista decidiu fazer uma intervenção artística cobrindo o corpo com tinta e chamando atenção para o consumo de alimentos de origem animal no evento climático.
De acordo com Luisa Mell, somente 40% das refeições servidas são vegetarianas ou veganas, o que contrasta com o tema da reunião, voltada para clima, florestas e mudanças ambientais.
A ação aconteceu em frente ao local onde chefes de Estado iniciaram as discussões preparatórias para a conferência oficial, marcada para começar na próxima segunda-feira (10).
O protesto começou antes mesmo do amanhecer. O processo de pintura foi iniciado às 5h e só foi finalizado no início da tarde. Luisa se deitou em um grande prato cenográfico e simulou estar sendo perfurada por um garfo, com uma imagem de floresta queimada ao fundo. Nas costas, um cartaz pedia: “Por favor, escolha ser vegano”.
A PETA, organização internacional que defende os direitos dos animais, acompanhou e apoiou o ato. Durante a performance, Mell explicou que usou tintas vermelhas, amarelas e laranjas para reproduzir regiões do planeta em chamas.
Leia também
Ela afirmou que o objetivo era tornar visual a ligação entre consumo de carne, devastação ambiental e emissão de gases que aceleram o aquecimento global.
A ativista afirmou que considera incoerente discutir soluções para o clima enquanto se serve majoritariamente carne e laticínios a autoridades e delegações.
De acordo com ela, mais de 60% das refeições oferecidas utilizam produtos de origem animal, e esse percentual contradiz estudos que relacionam o setor pecuário à emissão de metano, CO2 e ao desmatamento, especialmente na Amazônia.
Para ela, oferecer um menu predominantemente vegano deveria ser um compromisso básico dentro de uma conferência climática.