Cidades
Um ataque das forças russas à cidade de Dnipro deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras 20 feridas, segundo relatos, na manhã desta terça-feira (3). Dnipro é a quarta maior cidade do país da Ucrânia, com cerca de um milhão de habitantes.
O bombardeio atingiu prédios residenciais, uma usina termelétrica, um centro de atenção primária à saúde e um hospital local onde quase 100 pacientes recebiam tratamento, de acordo com informações dos Médicos Sem Fronteiras.
Os danos à unidade de saúde forçaram a transferência dos pacientes para outras instalações médicas próximas.
A instituição Médicos Sem Fronteiras (MSF), informou que evacuou, em ambulâncias, dois pacientes do hospital atingido para garantir a continuidade do tratamento.
Havia pessoas com deficiência no hospital, assim como vítimas de bombardeios anteriores. Era evidente que estavam aterrorizadas. Havia vidro quebrado por toda parte; janelas e portas tinham sido destruídas”, relatou Yuliia Omelchuk, paramédica de MSF, descrevendo a cena que presenciou após o ataque.
Esse hospital oferece atendimento especializado a moradores de Dnipro e a pessoas deslocadas que tiveram de abandonar suas casas em cidades e vilarejos do leste da Ucrânia.
Além dos serviços cirúrgicos, terapêuticos e de cuidados paliativos, a unidade atende pacientes que dependem de acompanhamento médico contínuo. Com os danos causados pelo ataque, o acesso a esses serviços essenciais ficou interrompido.
Um dos pacientes que foi socorrido no evacuamento pelo MSF foi Roman, de 39 anos, que estava internado há um mês com uma fratura no fêmur. Sua perna esquerda estava imobilizada por um fixador externo quando o ataque ocorreu.
Comecei a ouvir explosões durante a noite. De manhã, os estrondos voltaram. A segunda explosão estilhaçou duas janelas da nossa enfermaria. A porta também foi arrancada e caiu em cima de mim. Agora quebrei o pé da outra perna, justamente a que não estava ferida antes”, contou.
Um outro paciente era o companheiro de quarto de Roman, um idoso com demência. “Quando os destroços caíram sobre ele, ele nem conseguiu entender o que havia acontecido. E eu não conseguia me mover, não conseguia escapar, nem mesmo me levantar. Foi muito assustador”, afirmou Roman.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até esta terça-feira, mais de 3.400 ataques contra serviços de saúde na Ucrânia haviam sido verificados desde o início da invasão em larga escala. Somente este ano, a organização registrou 590 ataques ao sistema de saúde, que deixaram mais de 250 vítimas, incluindo 31 mortos.
Já entre os anos de 2022 e 2025, as equipes de MSF presenciaram ou responderam a mais de 20 ataques contra hospitais. “Esses ataques das forças russas contra os elementos mais básicos da vida civil simplesmente não param”, afirmou Robin Meldrum, coordenador de MSF na Ucrânia.
“Sejam deliberados ou indiscriminados, eles constituem graves violações ao Direito Internacional Humanitário. Para pessoas que já vivem sob ameaças diárias de mísseis e drones, ataques a hospitais deveriam ser impensáveis. No entanto, na Ucrânia, eles representam um risco constante. Os ataques da noite passada, que também teriam atingido instalações médicas nas cidades de Kharkiv e Kherson, deixam claro que isso precisa parar.”
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top