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VÍDEO: Natal tem protesto contra operação no Rio de Janeiro

Natal tem protesto contra operação no Rio de Janeiro
A vereadora de Natal defende um novo modelo de segurança pública que não extermine corpos negros e favelados durante a manifestação  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Redes Sociais
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 01/11/2025, às 08h16



Um manifestação realizada na noite desta sexta-feira (31), em Natal, protestou contra a operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. O ato reuniu um pequeno grupo de manifestantes na capital potiguar.

O protesto foi convocado por movimentos sociais e ocorreu em frente ao shopping Midway Mall, na zona sul de Natal. Um dos organizadores do evento, Cajú Bezerra, disse que o objetivo da manifestação é denunciar a chacina ocorrida no Rio de Janeiro e criticou o governador Cláudio Castro, que, segundo ele, financia a Polícia Militar para matar moradores de periferias. 

A vereadora de Natal, Brisa Brachhi (PT), participou do ato e defendeu na manifestação um novo modelo de segurança pública, que segundo ela não extermine corpos negros e favelados.

"Hoje, estivemos nas ruas de Natal para denunciar essa chacina e para afirmar que nenhuma vida é descartável, especialmente as mais necessitam e não encontram o apoio do Estado. Não aceitaremos que a segurança pública seja reduzida à lógica da espetacularização da guerra, da violência e da morte nos territórios negros do nosso país", publicou a vereadora petista.

Operação no Rio de Janeiro

Pelo menos nove chefes do tráfico de drogas estão entre os 117 suspeitos mortos durante a megaoperação realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governo do estado do RJ, após a identificação de parte dos corpos.

De acordo com as autoridades, a ação teve como alvo integrantes do Comando Vermelho, que atua em diferentes estados do país. Dos 99 mortos já identificados, 78 possuíam antecedentes criminais e 42 tinham mandados de prisão em aberto. Nenhum dos líderes mortos é natural do Rio de Janeiro.

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