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Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS em programa piloto de farmacêutica; entenda

Além disso, o programa também pretende reunir dados clínicos e operacionais sobre o uso do medicamento no tratamento de pessoas com obesidade severa  |  Reprodução/Umdiabético

Publicado em 09/03/2026, às 13h06   Reprodução/Umdiabético   José Nilton Jr.

A farmacêutica Novo Nordisk anunciou que irá criar um programa para ampliar o acesso ao medicamento Wegovy, que é a versão injetável da semaglutida (conhecida também como caneta emagrecedora), em unidades públicas de saúde no Brasil. A iniciativa permitirá que pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) recebam o tratamento em centros selecionados.

Além disso, o projeto também pretende reunir dados clínicos e operacionais sobre o uso do medicamento no tratamento de pessoas com obesidade severa, contribuindo para estudos sobre a eficácia e a viabilidade da terapia no sistema público de saúde.

A duração prevista do programa é de dois anos, período no qual serão monitorados os resultados do tratamento e as experiências dos serviços de saúde envolvidos.

Centros públicos participantes

A primeira fase do programa será implantada em três centros de saúde pública no país. Um deles funcionará na rede federal em Porto Alegre, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

Outro local escolhido é o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), que fica no Rio de Janeiro.

O terceiro centro que participará do programa ainda não foi divulgado pela empresa. De acordo com a farmacêutica, apenas pacientes que já são acompanhados por esses serviços poderão participar do projeto.

Critérios de participação

Cada instituição de saúde será responsável por definir seus próprios critérios para selecionar os pacientes que poderão receber o medicamento. A definição das regras deverá considerar os protocolos assistenciais de cada unidade e também as necessidades específicas da população atendida.

A iniciativa busca testar na prática como o tratamento pode ser integrado à rotina do sistema público de saúde, além de avaliar resultados clínicos e operacionais.

Medicamento ainda não foi incorporado ao SUS

Atualmente, o SUS não oferece medicamentos específicos para o tratamento da obesidade. Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) decidiu não incorporar terapias baseadas em semaglutida e liraglutida ao sistema público.

Segundo os dados, o custo para atender a demanda de pacientes que necessitam desses medicamentos poderia alcançar cerca de R$ 4,1 bilhões ao longo de cinco anos, valor que poderia chegar a R$ 6 bilhões no mesmo período caso o tratamento fosse mantido de forma contínua. O alto custo foi apontado como o principal obstáculo para a incorporação dessas terapias na rede pública.

Classificação Indicativa: Livre


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