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Publicado em 04/02/2026, às 13h54 Reprodução/Marsch José Nilton Jr.
O Brasil pode chegar a registrar cerca de 781 mil novos diagnósticos de câncer por ano entre 2026 e 2028, consolidando a doença como uma das principais causas de morte no país, cada vez mais próxima de superar as enfermidades cardiovasculares. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (4) e faz parte do relatório Estimativa 2026/2028: Incidência de Câncer no Brasil.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o cenário projetado reflete o envelhecimento acelerado da população brasileira, além de desigualdades regionais persistentes e dificuldades no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes no período analisado serão próstata, responsável por 30,5% dos casos, seguido por cólon e reto com 10,3%, pulmão com 7,3%, estômago com 5,4% e cavidade oral com 4,85%.
No caso das mulheres, o câncer de mama lidera com 30% dos diagnósticos, seguido por cólon e reto com 10,5%, colo do útero com 7,4%, pulmão com 6,4% e tireoide com 5,1%.
O levantamento do Inca aponta que o câncer de colo do útero permanece entre os mais comuns nas regiões Norte e Nordeste. Nessas mesmas áreas, o câncer de estômago apresenta maior incidência entre os homens.
Já os tumores relacionados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, concentram maior número de casos nas regiões Sul e Sudeste, refletindo padrões distintos de exposição a fatores de risco.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a queda nos casos de câncer de colo do útero já é perceptível em razão da ampliação da vacinação contra o HPV, principal causador da doença.
Padilha reforçou que a prevenção segue como a principal estratégia de enfrentamento ao câncer, com foco na redução do tabagismo, especialmente entre jovens, no combate ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar e no enfrentamento da obesidade.
Durante a agenda no Rio de Janeiro, o ministro também anunciou a adesão da operadora Amil ao programa Agora Tem Especialistas, que permitirá a realização de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes que aguardam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).