Polícia

Brasil reduz mortes violentas, mas Nordeste segue no topo do ranking

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O Brasil registrou 34.086 mortes violentas em 2025, mas a violência no Nordeste continua a ser um desafio significativo para o país  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Poder360
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 26/01/2026, às 17h14



Em 2025, o Nordeste do Brasil continua sendo a região mais violenta, com 53 das 100 cidades com maiores índices de mortes violentas, refletindo uma persistente crise de segurança pública que não se alinha à tendência de queda nacional nos homicídios.

A taxa de homicídios na região é de 26,9 por 100 mil habitantes, superando todas as outras regiões do país, evidenciando a desigualdade no enfrentamento da violência e a escalada de conflitos entre facções criminosas, especialmente no Ceará.

Embora o Brasil tenha registrado uma redução geral nas mortes violentas, o Ceará, Pernambuco e Alagoas permanecem entre os estados mais violentos, com a maioria dos governadores desses estados associados à esquerda, levantando questões sobre a eficácia das políticas de segurança pública implementadas.

Resumo gerado por IA

O Nordeste manteve, em 2025, a posição de região mais violenta do Brasil, concentrando mais da metade das cidades com maiores índices de mortes violentas no país. Ao todo, 53 dos 100 municípios mais perigosos estão na região, número que permanece inalterado desde 2022, ano da última eleição para governadores.

Mesmo sendo a segunda região mais populosa do país, o Nordeste registrou a maior taxa proporcional de mortes violentas: 26,9 óbitos a cada 100 mil habitantes. O índice supera os registrados no Norte (20,4), Centro-Oeste (12,8), Sudeste (10,8) e Sul (9,8), evidenciando a desigualdade regional no enfrentamento da violência.

O cenário reforça um contraste nacional. Embora o Brasil venha apresentando queda consistente nos homicídios desde 2021, parte significativa das cidades nordestinas não acompanha essa tendência, mantendo níveis elevados de letalidade.

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Cidades lideram ranking e capitais acendem sinal de alerta

Entre os municípios mais violentos do país, três estão no Ceará: Maranguape, Maracanaú e Caucaia. O estado enfrenta uma escalada de conflitos entre facções criminosas, fator apontado como determinante para o agravamento da crise na segurança pública.

Na sequência do ranking aparecem Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e Eunápolis, na Bahia. Ambos os municípios registraram índices elevados de homicídios, reforçando a concentração da violência em áreas específicas do Nordeste.

Entre as capitais, cinco apresentaram aumento nas mortes violentas desde 2022: Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Luís (MA). Em contrapartida, Manaus (AM) liderou a redução no período, com queda de 62,2%, seguida por Vitória (ES), com recuo de 52,6%, e Aracaju (SE), com 48,5%.

No panorama nacional, o Brasil contabilizou 34.086 mortes violentas em 2025, desconsiderando aquelas decorrentes de intervenções policiais. O número representa uma queda de 43,5% em relação a 2017, quando foi registrado o pico histórico de 60.308 assassinatos.

Especialistas atribuem a redução nacional a uma combinação de trégua entre facções e maior organização das estruturas criminosas. No entanto, esse movimento não se reflete de forma uniforme entre os estados. O Ceará aparece como a unidade da federação mais violenta do país, seguido por Pernambuco e Alagoas, considerando homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

Dos dez estados mais violentos do Brasil, oito são administrados por governadores identificados com campos políticos mais à esquerda, um ocupa posição mais ao centro e outro se alinha à direita, dado que tem sido citado em análises sobre políticas de segurança pública no país.

Classificação Indicativa: Livre

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