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Publicado em 29/01/2026, às 20h06 Reprodução Jussier Lucas
O avanço dos tratamentos oncológicos tem ampliado as chances de cura e de controle do câncer, especialmente entre crianças e adolescentes. Apesar das inovações, a quimioterapia antineoplásica segue como a principal estratégia terapêutica, atuando no combate às células cancerígenas, mas também afetando células saudáveis do organismo.
Na infância e na adolescência, a doença tende a se proliferar de forma mais agressiva, com rápida multiplicação das células tumorais. Esse comportamento exige protocolos intensivos de tratamento, que, por não serem totalmente seletivos, costumam provocar efeitos colaterais previsíveis ao longo do processo.
Quando esses efeitos não são adequadamente controlados, podem comprometer a adesão do paciente à terapia, provocar atrasos no cronograma de tratamento e impactar diretamente a eficácia do cuidado oncológico, sobretudo fora do ambiente hospitalar.
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Uso de medicamentos adjuvantes reduz impactos e melhora qualidade de vida
Entre os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia estão sangramentos, fadiga, cansaço excessivo, queda de cabelo, constipação intestinal, infecções, vômitos e anemia. Por serem reações esperadas, há medicamentos específicos indicados para atenuar ou prevenir esses sintomas, conhecidos como tratamentos adjuvantes.
Esses medicamentos são administrados de forma complementar à quimioterapia e têm papel fundamental na redução dos efeitos indesejados. Ao aliviar os sintomas, contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e favorecem a continuidade do tratamento até o fim.
Segundo a farmacêutica Isabelle Medeiros Resende, da Casa Durval Paiva, os tratamentos adjuvantes são essenciais para garantir a adesão terapêutica fora do hospital.
“Ao reduzir os efeitos colaterais, esses medicamentos tornam a quimioterapia menos agressiva e permitem que o paciente siga o tratamento com mais segurança e conforto”, afirma.
Na Casa Durval Paiva, o uso adequado dessas terapias complementares possibilita que crianças e adolescentes mantenham o tratamento quimioterápico de forma contínua, diminuindo riscos associados, como infecções e agravamento do quadro clínico, e ampliando as chances de sucesso no cuidado oncológico.