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Publicado em 12/11/2025, às 14h47 Reprodução/ Unsplash Nathalia Quiereguini
O cometa 3I/ATLAS, um visitante vindo de fora do nosso Sistema Solar, voltou a chamar atenção.
Segundo a CNN Brasil, recentemente, o radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, detectou sinais de rádio emitidos por ele, e isso reacendeu o debate sobre sua verdadeira origem.
Os cientistas registraram pela primeira vez ondas de rádio associadas a um cometa interestelar.
As frequências captadas (entre 1,665 GHz e 1,667 GHz) correspondem a moléculas de hidroxila, formadas quando o gelo do cometa entra em contato com a radiação solar.
Esse tipo de sinal já havia sido observado em cometas do nosso sistema, mas nunca em um corpo de fora dele.
A descoberta é significativa porque o 3I/ATLAS tem uma trajetória hiperbólica, o que confirma que ele está apenas de passagem e não orbita o Sol. Isso indica que ele se formou em um sistema estelar distante antes de ser lançado ao espaço interestelar.
Os sinais revelam mais do que simples ruídos cósmicos, eles são pistas sobre a composição química e o ambiente de origem desse cometa.
A presença de gelo e radicais de hidroxila sugere que ele nasceu em uma região fria, semelhante às áreas externas do nosso próprio sistema.
Além disso, essa descoberta mostra como a radioastronomia pode ser uma ferramenta poderosa. Ela permite “ouvir” e estudar objetos distantes sem depender de sondas ou missões espaciais, apenas interpretando o que suas ondas contam.
O 3I/ATLAS é um lembrete de que o universo está em constante movimento. Cada visitante como esse traz fragmentos de outros mundos e ajuda a entender como sistemas planetários se formam e evoluem.
Ainda há muito a descobrir sobre sua trajetória e composição, mas uma coisa é certa: cada novo sinal vindo do espaço amplia nosso olhar sobre o que existe além, e mostra que ainda sabemos muito pouco sobre o que há lá fora.
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