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Publicado em 11/11/2025, às 10h52 Reprodução/Unsplash - Ilustrativa Marina Gonçalves
O cometa interestelar 3I/ATLAS, descoberto em 1º de julho de 2025 por astrônomos do ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), tem sido objeto de estudo e discussão entre cientistas desde então.
Extremamente raro, ele é o terceiro objeto interestelar conhecido a passar pelo Sistema Solar, ficando atrás apenas do ‘Oumuamua e do 2I/Borisov, descobertos em 2017 e 2019, respectivamente.
A novidade mais recente sobre o fenômeno é que, segundo informações do EXTRA, o astrofísico de Harvard Avi Loeb afirmou em um artigo em seu blog que o 3I/ATLAS é significativamente maior do que os visitantes anteriores.
O cometa 3I/ATLAS chegará mais perto da Terra em 19 de dezembro, segundo a NASA, enquanto entre 2 e 25 de novembro de 2025 a sonda JUICE, da ESA, estudará o fenômeno com seus instrumentos especializados.
O astrofísico destacou que o cometa possui massa estimada em mais de 50 bilhões de toneladas, e sugeriu que os jatos observados poderiam ser propulsores tecnológicos, insinuando que o visitante talvez seja uma nave alienígena em vez de um cometa natural.
“Por que tivemos tanta sorte de receber um objeto tão gigante como o terceiro na lista de objetos interestelares antes de testemunharmos um milhão de objetos do tamanho de 1I/Oumuamua? Como mostrei em meu artigo, não há material rochoso suficiente no espaço interestelar para acomodar a chegada de uma rocha gelada tão gigante ao sistema solar interno durante nosso período de pesquisa de uma década”, escreveu Loeb.
O EXTRA também destaca que Loeb detalhou em seu blog os motivos que o levaram a acreditar que o 3I/ATLAS seria uma nave alienígena. “Se, no entanto, considerarmos a possibilidade de que os jatos emanados do 3I/ATLAS estejam associados a propulsores tecnológicos, então a perda de massa necessária pode ser de 1 a 2 ordens de magnitude menor com tecnologias criadas pelo homem”, escreveu.
O cientista explicou que foguetes químicos atingem velocidades de exaustão entre 3 e 5 quilômetros por segundo, cerca de dez vezes mais rápido que a ejeção de gases sublimados pela luz solar nas superfícies cometárias, enquanto propulsores iônicos podem chegar a velocidades ainda maiores, de 10 a 50 quilômetros por segundo.
“Além disso, a tecnologia alienígena pode empregar propulsores com velocidades ainda maiores, reduzindo a perda de massa necessária em mais de 2 ordens de magnitude e tornando o combustível necessário menos de um por cento da massa da espaçonave”.
O astrofísico observou diversos sinais incomuns que indicam que o cometa pode não ser natural, e alertou que agências globais devem se manter vigilantes e planejar estratégias caso o objeto revele uma origem artificial.
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