Entretenimento
Publicado em 10/11/2025, às 14h58 Nathalia Quiereguini
O cometa 3I/ATLAS tem despertado a curiosidade de astrônomos e do público desde sua descoberta em julho de 2025 pelo projeto ATLAS, no Havaí.
Ele é apenas o terceiro objeto interestelar já identificado, depois de ‘Oumuamua e Borisov.
Segundo a revista Galileu, isso significa que o 3I/ATLAS não se formou no nosso sistema solar, mas em outro ponto da galáxia, um visitante raro e cheio de histórias cósmicas para contar.
Apesar das especulações nas redes sociais, especialistas reforçam que não há perigo de colisão. O cometa passará a cerca de 270 milhões de quilômetros da Terra, distância segura e comum em fenômenos desse tipo.
Sua trajetória é hiperbólica, o que indica que ele não ficará preso à gravidade do Sol. Ou seja, fará uma breve visita antes de seguir viagem pelo espaço profundo.
O 3I/ATLAS se destaca por sua composição incomum, com alta concentração de dióxido de carbono (CO₂) em comparação à água. Essa característica foge ao padrão dos cometas formados perto do Sol.
Além disso, ele pode ser mais antigo que a própria Terra, com estimativas entre 5 e 7 bilhões de anos.
Isso o torna uma verdadeira cápsula do tempo, oferecendo pistas sobre como planetas e cometas se formam em ambientes completamente diferentes do nosso.
Como sempre ocorre em fenômenos raros, surgiram teorias de que o cometa seria uma nave alienígena ou representaria algum tipo de ameaça.
Astrônomos, porém, garantem que não há qualquer evidência científica disso. O foco, segundo eles, deve estar na oportunidade de pesquisa e não em alarmismos.
O 3I/ATLAS representa uma chance excepcional de estudar a matéria-prima de outros sistemas estelares.
Longe de ser um perigo, ele é um lembrete de como o universo ainda guarda segredos fascinantes, e de que a ciência continua sendo o melhor caminho para entendê-los.
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