Entretenimento
Publicado em 05/11/2025, às 15h05 Marina Gonçalves
O cometa interestelar 3I/ATLAS, identificado em 1º de julho de 2025 por astrônomos do ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), tem sido objeto de estudo e discussão entre cientistas desde então.
Extremamente raro, ele é o terceiro objeto interestelar conhecido a passar pelo Sistema Solar, ficando atrás apenas do ‘Oumuamua e do 2I/Borisov, descobertos em 2017 e 2019, respectivamente.
A atualização mais recente sobre o fenômeno indica que, de acordo com informações do portal Olhar Digital, foi possível observá-lo pouco antes de alcançar o periélio, utilizando o Observatório de Relações Solar-Terrestre (STEREO), da NASA, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) e o satélite meteorológico GOES-19.
O novo estudo, divulgado em pré-print no arXiv, mostrou que o visitante interestelar ficou mais azul em relação ao Sol e teve um aumento rápido de brilho. Com magnitude 9, ele poderia ser observado com telescópios ou bons binóculos, segundo a equipe.
De acordo com cientistas, o brilho aumentou muito mais que o de cometas comuns da Nuvem de Oort, e a alteração de cor indica mudanças químicas na superfície ao se aquecer e liberar gases, mesmo sem uma explicação definitiva até agora.
Ainda de acordo com o Olhar Digital, o site IFLScience revelou que o engenheiro Davide Farnocchia, do JPL/NASA, afirmou que o 3I/ATLAS está acelerando de um jeito que a gravidade sozinha não explica. Esse movimento foi registrado a cerca de 203 milhões de km do Sol.
O astrônomo Avi Loeb, de Harvard, afirmou em seu blog que essa aceleração deve ser resultado da ejeção de gases e poeira do núcleo do cometa. Ao ejetar material, o cometa atua como um pequeno foguete, podendo perder até 10% da massa em poucos meses, gerando uma pluma visível. A sonda JUICE, da ESA, deve detectar esses sinais em novembro.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top