Política

Walter Alves pode não votar em Fátima e apoio do MDB entra em zona de risco

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Tentativa de retirar comando do MDB no RN falha e gera crise política na base da governadora Fátima Bezerra, impactando sua pré-candidatura ao Senado  |   BNews RN - Divulgação Reprodução
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 12/02/2026, às 21h09



Uma tentativa frustrada de articulação para destituir Walter Alves do comando do MDB no Rio Grande do Norte gerou uma nova crise política na base da governadora Fátima Bezerra, que agora enfrenta a perda de apoio crucial para sua candidatura ao Senado em 2026.

A movimentação, que não partiu diretamente da governadora, expôs um desgaste nas relações políticas, levando a uma avaliação negativa sobre a pré-candidatura de Fátima, que já perdeu aliados importantes na Assembleia Legislativa.

Apesar da situação tensa, Fátima Bezerra continua afirmando sua intenção de se candidatar ao Senado e pode optar por não renunciar ao cargo, visando evitar que a máquina estadual caia nas mãos de um opositor em um ano eleitoral.

Resumo gerado por IA

Uma tentativa de articulação nos bastidores para retirar o comando do MDB no Rio Grande do Norte das mãos do vice-governador Walter Alves, em Brasília, terminou frustrada e abriu uma nova crise política na base da governadora Fátima Bezerra.

Segundo fontes ouvidas pelo BNews Natal, a movimentação envolveu lideranças nacionais do MDB, mas foi barrada em respeito à trajetória de Garibaldi Alves e ao próprio Walter Alves, que mantém influência direta na legenda. O detalhe que agravou o cenário: o vice-governador foi informado, passo a passo, de toda a articulação.

De acordo com interlocutores próximos ao governo, a iniciativa não teria partido diretamente da governadora, mas de integrantes de seu entorno político, com destaque para o articulador Raimundo Alves. Ainda assim, os efeitos políticos recaem sobre Fátima, que até então contava como certo o segundo voto do MDB para sua candidatura ao Senado em 2026. Essa garantia, agora, deixou de existir.

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“O apoio subiu no telhado”, resumiu uma fonte com trânsito no governo.

Com o movimento mal calculado e o desgaste exposto, aliados avaliam que a pré-candidatura de Fátima Bezerra ao Senado sai enfraquecida. “Tem jogado muito mal. Perdeu aliados importantes na Assembleia Legislativa e agora começa a perder o MDB local”, avaliou outra fonte governista.

Nos bastidores, a governadora segue afirmando que é candidata ao Senado e que irá renunciar ao cargo. Ao mesmo tempo, tenta preservar influência sobre uma eventual eleição indireta para um governador tampão, ciente do peso da máquina estadual em ano eleitoral.

O nome do secretário de Planejamento, Cadu Xavier, não avança por falta de aceitação entre os grupos políticos que já têm pré-candidatos próprios ao Governo. O chamado plano B seria o deputado Francisco do PT, mas o peso da legenda petista é visto como entrave.

Diante desse cenário, cresce a avaliação de que, sem garantias claras de manter o controle político do Governo, Fátima Bezerra pode optar por não renunciar, evitando entregar a máquina a um nome que eventualmente fortaleça a oposição. O jogo segue aberto — e cada vez mais tenso.

A reportagem do BNews Natal procurou o secretário Raimundo Alves, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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