Política

Vorcaro cita suposto repasse de R$ 155 milhões a Alcolumbre em proposta de delação

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Davi Alcolumbre se defende e afirma que nunca recebeu valores, prometendo ações legais contra as acusações  |   BNews RN - Divulgação © Lula Marques/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 12/06/2026, às 13h20



Uma proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, aponta que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), teria recebido US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual. A informação foi divulgada pela revista Veja nesta quinta-feira (11) e integra um acordo de colaboração que acabou rejeitado pela Polícia Federal (PF).

De acordo com o relato atribuído ao empresário, o valor teria sido inicialmente depositado em uma conta secreta no exterior e posteriormente transferido ao senador. A suposta operação teria ocorrido como contrapartida ao apoio de Alcolumbre a interesses do Banco Master.

Ainda segundo a versão apresentada na proposta de colaboração, a negociação teria contado com a intermediação de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Alcolumbre reage

Em nota divulgada na noite de quinta-feira (11), Davi Alcolumbre negou as acusações e classificou as informações como falsas. O presidente do Senado Federal afirmou que nunca recebeu recursos no Brasil ou no exterior.

"O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior", afirma trecho do posicionamento divulgado por sua assessoria.

O parlamentar também informou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar os autores das acusações, tanto na esfera cível quanto na criminal, exigindo a apresentação de provas sobre as alegações.

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Polícia Federal 

As acusações constam da segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro. O material foi rejeitado pela Polícia Federal na quarta-feira (10), conforme revelado anteriormente pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no portal Metrópoles. Na avaliação dos investigadores, a nova tentativa de colaboração não apresentou fatos inéditos nem elementos considerados relevantes para impulsionar os desdobramentos da Operação Compliance Zero.

A recusa ocorreu mesmo após a inclusão de novos personagens políticos citados pelo ex-banqueiro em sua narrativa.

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Além de Alcolumbre, a proposta de delação faz referência a supostos pagamentos ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. Rueda negou qualquer irregularidade e declarou não possuir relação pessoal com Daniel Vorcaro. Ele reconheceu apenas que seu escritório de advocacia prestou serviços profissionais ao Banco Master.

Já o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), também rejeitou qualquer vínculo próximo com o empresário. Segundo ele, houve apenas um encontro institucional entre ambos, relacionado ao programa Credcesta, e defendeu que os fatos sejam devidamente investigados pelas autoridades competentes.

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