Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, que previa a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, o senador Rogério Marinho reagiu com críticas duras e afirmou que a decisão não representa justiça, mas sim hipocrisia, vingança e perseguição política.
Em nota pública, o parlamentar destacou que Lula foi beneficiado por anistia no passado e, mesmo assim, se recusa a debater qualquer medida de clemência. Para Rogério Marinho, o veto evidencia incoerência e falta de grandeza política diante de um tema sensível para o país.
O senador também afirmou que a manutenção das penas elevadas não tem como objetivo a aplicação equilibrada da lei, mas a sustentação de uma narrativa política conveniente ao governo federal.
Críticas ao governo
Segundo Rogério Marinho, o Partido dos Trabalhadores (PT) precisa manter o discurso de um suposto golpe para justificar suas ações e desviar o foco do que classifica como fracasso da atual gestão. Na avaliação do senador, trata-se de uma estratégia para encobrir um governo sem rumo, ideias ou propostas novas.
O parlamentar argumenta que a chamada defesa da democracia estaria sendo utilizada como instrumento de retaliação política, resultando na manutenção de brasileiros presos não por critérios de justiça, mas por interesse narrativo.
Na nota, Rogério Marinho afirma que a história do Brasil registra momentos mais graves superados por meio da reconciliação nacional, com líderes que optaram por anistias como forma de pacificação institucional.
Discurso de perseguição e apelo político
Para o senador, democracia não se sustenta com arbitrariedade, mas com lei, equilíbrio e reconciliação. Ele sustenta que o veto presidencial aprofunda divisões e enfraquece o diálogo político no país.
O texto termina com um apelo pela libertação do que chama de presos políticos e com uma defesa direta do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o tom de oposição ao governo Lula.