Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 13/03/2026, às 13h35
Nesta sexta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros três investigados. A decisão ocorre no âmbito de um processo que apura supostas tentativas de obstrução de investigações conduzidas por autoridades federais.
O relator do caso, o ministro André Mendonça, reafirmou os fundamentos apresentados na decisão monocrática proferida em março e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa do investigado.
De acordo com o ministro, há elementos que indicam risco às apurações em andamento, o que justificaria a manutenção da medida cautelar de prisão preventiva.
Na avaliação do relator, novas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro reforçam a necessidade da prisão. Entre os conteúdos citados estariam ameaças de morte e referências a possíveis ligações com milícias.
Para Mendonça, esses elementos demonstram gravidade suficiente para sustentar a continuidade da custódia preventiva enquanto as investigações prosseguem.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia apontado que parte das mensagens analisadas seria antiga e não representaria risco concreto às investigações.
Mesmo assim, o relator considerou que a contemporaneidade do crime permanece configurada enquanto houver atuação coordenada entre os integrantes do suposto grupo investigado.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal do Brasil, os investigados teriam tentado acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.
Entre os indícios citados na decisão estão supostos acessos irregulares a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como a Interpol.
Daniel Vorcaro foi preso novamente em 4 de março junto com outros três aliados, suspeitos de atuar para dificultar o avanço das investigações.
O ministro também destacou que a decisão perde efeito em relação a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que morreu após a prisão.
O caso está sendo analisado pela Segunda Turma do STF, formada pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux.
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