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Saiba por que Vorcaro foi realmente preso: todos os detalhes do escândalo do caso Banco Master

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A prisão preventiva do banqueiro é parte da Operação Compliance Zero, que investiga crimes graves e caso de possíveis tentativas de intimidação  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 04/03/2026, às 12h22



O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso preventivamente pelo STF devido a suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e envolvimento em organização criminosa, entre outros crimes graves.

As investigações revelaram uma estrutura organizada com divisão de tarefas para atividades ilegais, incluindo monitoramento de jornalistas e coleta de informações sigilosas, o que caracteriza a gravidade do caso.

A prisão foi determinada para evitar riscos de fuga, considerando que Vorcaro possui jatos privados e patrimônio no exterior, enquanto a Operação Compliance Zero continua a investigar possíveis envolvidos e desdobramentos do esquema.

Resumo gerado por IA

A prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido apresentado pela Polícia Federal no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. A medida foi autorizada diante da suspeita de envolvimento do banqueiro em uma série de crimes considerados graves.

De acordo com os investigadores, Vorcaro é investigado por gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, além de suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

A investigação aponta que o empresário teria coordenado uma estrutura organizada para executar atividades ilegais relacionadas à obtenção de informações sigilosas e à atuação financeira irregular.

Investigação aponta divisão de tarefas dentro do grupo

Um dos elementos citados pelas autoridades para caracterizar a gravidade do caso é a existência de divisão de funções dentro da estrutura investigada, característica frequentemente associada a organizações criminosas.

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuaria de forma estruturada, com integrantes responsáveis por diferentes frentes de atuação, incluindo monitoramento de pessoas, coleta de dados confidenciais e produção de material para neutralizar críticas.

As apurações indicam que essa estrutura funcionava de forma paralela, com tarefas distribuídas entre integrantes responsáveis por operações específicas.

Suspeita de tentativa de intimidação a jornalista

Durante a investigação, mensagens interceptadas pela Polícia Federal também revelaram uma conversa em que Daniel Vorcaro teria discutido a possibilidade de promover uma agressão contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

Durante a investigação, mensagens interceptadas pela Polícia Federal também revelaram uma conversa em que Daniel Vorcaro teria discutido a possibilidade de promover uma agressão contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
Durante a investigação, mensagens interceptadas pela Polícia Federal também revelaram uma conversa em que Daniel Vorcaro teria discutido a possibilidade de promover uma agressão contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

As mensagens teriam sido trocadas com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, apontado como responsável por ações de monitoramento e obtenção de informações.

Em uma das conversas registradas, Vorcaro teria sugerido a agressão física do jornalista simulando um assalto.

“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu o banqueiro, segundo as mensagens analisadas pela investigação.

A troca de mensagens também menciona a intenção de acompanhar a rotina do jornalista e monitorar publicações consideradas negativas.

Jornal O Globo repudia tentativa de intimidação

Em nota oficial, o jornal O Globo repudiou o que classificou como um plano criminoso contra seu colunista.

O veículo afirmou:

Repudiamos veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país.”

O jornal também destacou que, segundo o ministro André Mendonça, a intenção da ação seria atingir a atuação da imprensa.

“A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia”, diz a nota.

Risco de fuga pesou na decisão do STF

Outro fator decisivo para a decretação da prisão preventiva foi o risco de fuga apontado pelas autoridades.

A decisão judicial menciona que Daniel Vorcaro possui jatos privados e patrimônio no exterior, incluindo ativos localizados em paraísos fiscais.

Na avaliação da investigação, essas condições poderiam facilitar uma eventual evasão do país para evitar a responsabilização judicial.

Diante desse cenário, o ministro André Mendonça considerou que a prisão preventiva era necessária para garantir o andamento das investigações e evitar interferências no processo.

Operação Compliance Zero segue em andamento

A terceira fase da Operação Compliance Zero busca aprofundar as apurações sobre a atuação da estrutura investigada e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Entre os pontos analisados pelas autoridades estão:

• Suspeitas de gestão fraudulenta em instituição financeira
• Lavagem de dinheiro por meio de estruturas empresariais
• Organização criminosa com divisão de funções
• Monitoramento ilegal de pessoas e obtenção de dados sigilosos
• Possíveis tentativas de intimidação contra jornalistas

A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Classificação Indicativa: Livre

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