Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 05/11/2025, às 13h20
Nesta quarta-feira (5), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, de maneira unânime, o projeto de lei proposto pelo governo federal que isenta do Imposto de Renda (IR) trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais. A proposta reduz também, gradualmente, a tributação para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
O texto, agora, passará pelo plenário, com previsão para que a votação seja realizada ainda nesta quarta-feira. Se for aprovado sem mudanças e sancionado até o fim de 2025, o projeto passa a valer já em janeiro do próximo ano. Atualmente, têm direito a isenção somente os contribuintes que ganham até dois salários mínimos.
Segundo estimativas feitas pelo governo, aproximadamente 25 milhões de brasileiros terão redução na carga tributária. Por outro lado, cerca de 200 mil contribuintes devem começar a pagar mais imposto.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é relator da proposta, rejeitou 11 emendas que foram apresentadas por parlamentares. De acordo com ele, qualquer alteração iria obrigar o texto a retornar para a Câmara dos Deputados, colocando em risco a entrada em vigor das novas regras em 2026.
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O projeto também cria uma taxa extra que funciona de maneira progressiva e que pode chegar a 10% para quem recebe acima de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). Além disso, fixa alíquota de 10% referentes aos lucros e dividendos enviados ao exterior. Essas medidas têm o objetivo de compensar a redução de arrecadação provocada pela nova faixa de isenção.
A estimativa do governo federal é obter um superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões entre os anos de 2026 e 2028, valor esse que será destinado a compensar eventuais perdas de estados, municípios e do Distrito Federal com a queda na arrecadação do IR sobre os salários de servidores públicos.
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