Política

Rogério Marinho se cala sobre suposta fuga de Flávio Bolsonaro: “Só falo depois que ele falar”

Foto: Ton Molina/Senado
Senador Rogério Marinho condiciona esclarecimentos a uma declaração de Flávio Bolsonaro sobre sua viagem aos Estados Unidos  |   BNews RN - Divulgação Foto: Ton Molina/Senado
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 27/10/2026, às 16h20



O senador Rogério Marinho (PL-RN) evitou esclarecer, nesta terça-feira (27), as informações sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos. Questionado por jornalistas na sede do partido, em Brasília, Marinho condicionou qualquer manifestação pública a uma declaração do aliado, cuja viagem levantou questionamentos sobre o cumprimento de uma ordem judicial.

“Só falo depois que o Flávio falar”, respondeu o parlamentar, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno da eleição.

A postura contrasta com uma declaração dada pelo próprio Marinho horas antes. Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, ele negou que o aliado tivesse deixado o território brasileiro. “Não saiu”, afirmou. Ao chegar à sede do PL, porém, não esclareceu se mantinha a mesma versão.

Pressão

A suspeita ganhou força após uma autoridade americana informar à agência Reuters que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos. Integrantes de seu círculo político também disseram à emissora CNN Brasil que o senador teria viajado acompanhado da esposa e das duas filhas.

O possível deslocamento ocorre em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF). O parlamentar estava proibido de deixar o Brasil, e o prazo para apresentar os documentos terminava às 11h desta terça-feira (27).

Na segunda-feira (26), Flávio publicou um vídeo no qual afirmou que cumpriria a ordem judicial e que não tinha intenção de deixar o país. As informações posteriores sobre uma possível viagem ao exterior colocaram em dúvida o cumprimento do compromisso anunciado pelo senador.

Silêncio de Marinho amplia as dúvidas

A manifestação de Marinho era aguardada por ele ter desempenhado papel central na campanha presidencial do aliado. Em vez de confirmar ou negar as informações sobre a viagem, o senador preferiu aguardar um pronunciamento do próprio Flávio Bolsonaro.

A controvérsia também envolve o contexto político da disputa eleitoral. Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25).

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