Política

Onde está Flávio Bolsonaro? PF apura possível viagem à Argentina após notícia sobre jatinho; Rogério Marinho nega fuga

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Portal argentino afirma que senador pode ter viajado para os EUA, mas Rogério Marinho desmente fuga e PF busca esclarecimentos  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 27/10/2026, às 10h06



O paradeiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser alvo de questionamentos nesta terça-feira (27), após o portal argentino Infobae publicar que o parlamentar teria deixado o Brasil na noite anterior e viajado para a Argentina, de onde embarcaria em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.

A informação, entretanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades brasileiras, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, negou que ele tenha saído do país.

Diante da notícia, a Polícia Federal (PF) entrou em contato com autoridades argentinas para verificar se o senador utilizou algum aeroporto do país vizinho. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, integrantes da cúpula da corporação afirmaram que não havia registro de passagem de Flávio por um posto regular de migração brasileiro nas últimas horas.

A possibilidade de uma travessia de fronteira sem fiscalização, contudo, não foi descartada.

Até a publicação das informações, não havia confirmação oficial de que o parlamentar tivesse embarcado para os Estados Unidos ou sequer deixado o território brasileiro.

O que diz a notícia publicada na Argentina

A reportagem do Infobae afirma que Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira com a província argentina de Misiones utilizando seu documento de identidade. A partir de Puerto Iguazú, ele seguiria para os Estados Unidos em uma aeronave executiva particular.

Segundo o portal, o avião seria um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina Baires Fly S.A. A publicação informou que a companhia havia solicitado os procedimentos alfandegários e migratórios necessários para quatro passageiros e três tripulantes.

A previsão divulgada pelo veículo argentino era de que a aeronave partisse de Puerto Iguazú na madrugada desta terça-feira, no horário local.

A existência dessas informações, porém, não comprova que Flávio estivesse entre os passageiros nem que o voo tenha ocorrido conforme o previsto. A confirmação depende da checagem dos registros de passageiros, dos procedimentos migratórios e das informações sobre a movimentação da aeronave.

Rogério Marinho nega que senador tenha deixado o Brasil

A versão publicada pelo Infobae foi contestada pelo senador Rogério Marinho, aliado político de Flávio Bolsonaro e responsável pela coordenação-geral de sua campanha presidencial.

Questionado pelo Metrópoles nesta terça-feira (27), Marinho negou que o parlamentar tenha viajado para o exterior. “Não saiu”, afirmou, em declaração reproduzida pelo portal.

A manifestação contrasta com a hipótese apresentada pelo veículo argentino e mantém a dúvida sobre o paradeiro do senador.

Até o momento, as informações disponíveis não permitem concluir se Flávio permanece no Brasil ou se atravessou a fronteira sem passar pelos procedimentos regulares de imigração. A verificação conduzida pela Polícia Federal deverá ajudar a esclarecer a situação.

A versão publicada pelo Infobae foi contestada pelo senador Rogério Marinho, aliado político de Flávio Bolsonaro e responsável pela coordenação-geral de sua campanha presidencial.
A versão publicada pelo Infobae foi contestada pelo senador Rogério Marinho, aliado político de Flávio Bolsonaro e responsável pela coordenação-geral de sua campanha presidencial.

PF consulta autoridades argentinas para verificar possível deslocamento

A Polícia Federal iniciou as diligências após a publicação da notícia na Argentina. O objetivo é confirmar se Flávio Bolsonaro entrou no país vizinho e se há registros de eventual embarque em um aeroporto argentino.

De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, a ausência de registro migratório brasileiro não elimina a possibilidade de uma travessia por um ponto sem fiscalização. Essa hipótese, entretanto, também não comprova que o senador tenha cruzado a fronteira.

O portal UOL, por sua vez, informou que consultou dados do Flightradar24 sobre a movimentação de aeronaves na região. Embora tenha identificado um voo de Buenos Aires para Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26), a publicação afirmou não ter encontrado registros de decolagens para os Estados Unidos na terça-feira, na ocasião da consulta.

Os dados de rastreamento de voos, isoladamente, não permitem identificar todos os passageiros de uma aeronave nem confirmar o destino de uma pessoa específica.

A assessoria de Flávio Bolsonaro também foi procurada pelo UOL para esclarecer a situação. As informações publicadas até então não apresentavam confirmação independente de que o senador tivesse embarcado para os Estados Unidos.

Moraes determinou entrega de passaportes e proibiu saída do país

A suspeita de uma possível viagem internacional ganhou repercussão porque surgiu menos de um dia depois de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo os documentos de viagem do senador.

Na segunda-feira (26), Flávio afirmou publicamente que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. Segundo o parlamentar, a ordem judicial também o impedia de deixar o Brasil.

A decisão, que tramita sob sigilo, inclui ainda a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo contexto.

Conforme informações divulgadas pela Agência Brasil e pelo Metrópoles, a determinação também prevê o cancelamento dos documentos de viagem e a adoção de medidas de controle migratório.

A ordem judicial foi noticiada no mesmo dia em que o senador relatou ter sido abordado por agentes da Polícia Federal ao deixar a residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro

A decisão de Moraes está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro, o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas ao setor de apostas.

Segundo informações publicadas pela imprensa, investigadores identificaram registros que apontariam Flávio como usuário com acesso privilegiado a uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

A apuração busca esclarecer a relação do senador com operações financeiras e negócios investigados. A existência de uma investigação, entretanto, não representa, por si só, comprovação de responsabilidade criminal.

Flávio Bolsonaro contesta a medida judicial e declarou que cumpriria a determinação de entregar os passaportes. O senador também criticou a decisão e afirmou que pretende se defender.

A proibição de deixar o país torna especialmente relevante esclarecer se houve algum deslocamento internacional após a intimação. Até que as autoridades confirmem os fatos, porém, não é possível afirmar que o parlamentar tenha descumprido a ordem judicial.

O que se sabe até agora sobre o paradeiro do senador

A situação permanece indefinida. O Infobae publicou informações sobre uma possível travessia para a Argentina e um voo privado para os Estados Unidos, enquanto Rogério Marinho negou que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil.

A Polícia Federal busca esclarecimentos junto às autoridades argentinas, e as informações divulgadas sobre a movimentação de aeronaves não confirmam, isoladamente, a presença do senador em um voo internacional.

O caso também envolve uma determinação recente do STF que proíbe Flávio de sair do país e estabelece a entrega dos passaportes.

Até a confirmação oficial do deslocamento ou a divulgação de novas informações pelas autoridades, o paradeiro de Flávio Bolsonaro permanece sem esclarecimento definitivo.

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