Política

Reviravolta no caso Master: Defesa de Vorcaro busca acordo e bastidores expõem tensão no STF

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A reunião entre o advogado José Luis Oliveira Lima e o ministro André Mendonça pode mudar o rumo das investigações sobre Daniel Vorcaro  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 18/03/2026, às 14h26



A possibilidade de uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro ganhou força nos bastidores após uma reunião entre seu novo advogado, José Luis Oliveira Lima, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O magistrado é o relator do chamado caso Master e acompanha diretamente o andamento das investigações.

O encontro teve como objetivo discutir a viabilidade de um acordo de colaboração premiada envolvendo o empresário. A iniciativa ocorre em meio ao avanço das apurações e à ampliação do conjunto de provas reunidas pelas autoridades.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o cenário ainda é indefinido, mas com múltiplas frentes de negociação em andamento, o desfecho pode depender da estratégia adotada pela defesa e da receptividade dos órgãos envolvidos.

Mudança na defesa altera estratégia

A reconfiguração da equipe jurídica de Vorcaro é apontada como fator decisivo para a nova movimentação. Na semana anterior, os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval deixaram o caso, abrindo espaço para uma abordagem diferente na condução da defesa.

Conhecido como Juca, José Luis Oliveira Lima tem experiência em acordos de colaboração premiada, tendo atuado em negociações relevantes, como a do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no contexto da Operação Lava Jato.

A entrada do novo advogado sinaliza uma possível mudança de rumo, com maior abertura para negociações que possam reduzir eventuais penalidades ao cliente.

Disputa entre órgãos influencia negociações

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República já vinha discutindo um possível acordo com a defesa do banqueiro, embora as tratativas ainda estivessem em estágio inicial.

Apesar disso, fontes ligadas às investigações indicam que a Polícia Federal pode assumir protagonismo nas negociações, impulsionada pelo volume de provas coletadas durante as três fases da operação Compliance Zero.

Entre os materiais reunidos estão documentos e dispositivos eletrônicos que seguem sob análise, o que pode aumentar a pressão por uma colaboração formal.

Tensão institucional entra no radar

Outro elemento que impacta o caso é o desgaste na relação entre André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A tensão teria se intensificado após a decisão da Procuradoria de não endossar a prisão de Vorcaro.

Esse atrito institucional pode influenciar diretamente os rumos das negociações e a condução do processo no Supremo.

Diante desse cenário, marcado por disputas internas, mudança na defesa e avanço das provas, a definição sobre uma eventual delação premiada segue em aberto e cercada de incertezas.

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