Política

Quem são os candidatos da oposição para governo tampão no RN? Confira as movimentações mais atualizadas para o cenário político potiguar

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A oposição ao Governo Fátima busca um gestor técnico e sem pretensões eleitorais para a eleição tampão; conheça os nomes em destaque  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
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por Redação

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Publicado em 04/02/2026, às 10h29



A governadora Fátima Bezerra pode renunciar para concorrer ao Senado em 2026, o que geraria a necessidade de uma eleição indireta para um mandato-tampão no Rio Grande do Norte, caso ocorra uma dupla vacância com a recusa do vice-governador Walter Alves em assumir.

A oposição busca um gestor técnico e sem pretensões eleitorais para liderar o estado temporariamente, com nomes como Roberto Serquiz e Zeca Melo sendo considerados, enquanto o PT já definiu Cadu Xavier como seu candidato para o eventual mandato-tampão e para 2026.

As discussões sobre a eleição indireta dependem da decisão de Fátima Bezerra sobre sua renúncia e da disposição de Walter Alves em assumir o cargo, com a situação atual indicando que a continuidade do governo pode ser mantida se ambos decidirem permanecer em seus postos.

Resumo gerado por IA

A possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado em 2026 recolocou a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no centro de um debate jurídico e político sensível: a eventual realização de uma eleição indireta para um mandato-tampão até dezembro.

O tema dominou os bastidores na reabertura do ano legislativo. Embora ainda não exista qualquer vacância formal, deputados já discutem regras, cenários e, principalmente, nomes.

A condição para existir eleição indireta

O presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, tratou de colocar freio nas especulações.

“A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”.

Pela linha sucessória, quem assume é o vice-governador Walter Alves. Se ele tomar posse, o assunto morre. No entanto, o próprio Walter já declarou publicamente que não pretende exercer o mandato, rompendo politicamente com o governo do PT.

Só haveria eleição indireta se se configurasse a chamada dupla vacância: saída da governadora e recusa do vice.

Ezequiel revelou que a Assembleia já estuda o regramento:

Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”.

Segundo ele, a votação seria aberta, em plenário, com os 24 deputados.

Poderia ser candidato qualquer cidadão:
• Filiado a partido
• Com mais de 35 anos
• De conduta ilibada
• Em chapa com governador e vice

O ponto central: quem a oposição quer no mandato-tampão

Enquanto o governismo trabalha a continuidade partidária, a oposição constrói uma narrativa completamente diferente: o RN precisaria de um gestor técnico, sem pretensões eleitorais, para “arrumar a casa”.

O deputado Tomba Farias foi explícito:

A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”.

E, pela primeira vez de forma pública, nomes começaram a surgir.

Os nomes citados pela oposição

Segundo Tomba, duas figuras são vistas como referências para esse perfil:

Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte

Zeca Melo, superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN

“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”.

O recado é claro: a direita não quer um político no comando nesse período, mas alguém com perfil de gestão, mercado e ajuste fiscal.

O PT fecha questão em um nome

Do lado governista, não há qualquer dúvida ou abertura para essa tese. O partido já tem nome definido tanto para um eventual mandato-tampão quanto para a disputa regular de 2026.

Trata-se do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier.

O deputado Francisco do PT foi direto:

“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026”.

O próprio Cadu, presente na solenidade, reforçou a tese da continuidade:

“A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido. Seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”.

O cenário que decide tudo

Apesar das articulações, todos os lados reconhecem que a chave está exclusivamente nas mãos de dois personagens:

• Fátima Bezerra decide se renuncia
• Walter Alves decide se assume ou não

A possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado em 2026 recolocou a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no centro de um debate jurídico e político sensível.
A possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado em 2026 recolocou a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no centro de um debate jurídico e político sensível.

Como resumiu Tomba Farias:

“Se a governadora ficar, acaba o problema. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”.

Classificação Indicativa: Livre

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