Política

PT não abre mão do Governo do RN em caso de eleição indireta, afirma Cadu Xavier

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Cadu Xavier, pré-candidato ao governo, afirma que o PT terá um candidato próprio na eleição indireta após a saída de Fátima Bezerra  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/ALRN

Publicado em 03/02/2026, às 11h30   Malu Machado



A sucessão estadual no Rio Grande do Norte se complica com a renúncia da governadora Fátima Bezerra e a recusa do vice Walter Alves em assumir o cargo, levando o estado a uma potencial dupla vacância.

Cadu Xavier, secretário da Fazenda e pré-candidato ao governo, afirmou que o PT buscará manter o controle do Executivo, mesmo diante da saída de seus líderes, e planeja apresentar um candidato próprio na eleição indireta.

A Constituição Estadual prevê que o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, assuma temporariamente, mas sua elegibilidade pode ser afetada, o que torna a eleição indireta a solução mais viável para escolher um novo governador até 2026.

Resumo gerado por IA

O cenário político para a sucessão estadual em 2026 acaba de ganhar mais um capítulo. Durante a abertura do ano legislativo na ALRN, na manhã desta terça-feira (3), o secretário da Fazenda e pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, declarou que o Partido dos Trabalhadores (PT) lutará para manter o controle do Executivo, mesmo diante da renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e da recusa do vice-governador Walter Alves (MDB) em assumir o posto.

Fátima Bezerra deve deixar o cargo em abril para disputar o Senado. Como Walter Alves já anunciou que não assumirá o governo, optando por concorrer a deputado estadual e oficializando seu rompimento com o PT para se aliar à Federação União Progressista e ao PSD, o estado caminha para uma dupla vacância.

Cadu Xavier sinalizou que o partido terá candidato próprio na eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa.

A posição do Governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores, porque a governadora (Fátima Bezerra) foi eleita por quatro anos junto ao vice-governador (Walter Alves)" 

Como funciona a Eleição Indireta e a linha sucessória

Quando tanto o governador quanto o vice renunciam ou deixam os cargos a menos de dois anos do fim do mandato, a Constituição Estadual do Rio Grande do Norte prevê um rito específico para que o estado não fique sem comando.

  1. Linha sucessória imediata: pelo artigo 60 da Constituição Estadual, o primeiro na linha para assumir temporariamente é o Presidente da Assembleia Legislativa (Ezequiel Ferreira). Caso ele não possa, o cargo passa ao Presidente do Tribunal de Justiça (TJRN).
  2. O dilema da elegibilidade: existe um entrave jurídico: se o presidente da ALRN assumir o Governo, ele pode se tornar inelegível para outros cargos na eleição de outubro, a menos que se desincompatibilize. Por isso, a tendência é que o sucessor definitivo seja escolhido via Eleição Indireta.
  3. Voto dos Deputados: nesse modelo, não é o povo quem vota. Os 24 deputados estaduais se reúnem em plenário para eleger o novo governador que conduzirá o Rio Grande do Norte até 31 de dezembro de 2026. É neste cenário que o PT pretende articular sua permanência no poder.

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