Política
Grupos de esquerda protestaram em Natal (RN) contra a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro e a influência dos EUA na América Latina, reunindo estudantes e movimentos populares em defesa da soberania dos povos.
O ato, que faz parte de uma série de manifestações em várias cidades, denuncia o que os organizadores chamam de imperialismo americano e a interferência nos assuntos internos da Venezuela, especialmente após a prisão de Maduro por autoridades dos EUA.
Os manifestantes exigem o fim das intervenções estrangeiras e expressam solidariedade à Venezuela, enquanto a situação interna do país se agrava com a nomeação de uma nova presidente interina e a intensificação da crise política.
Nesta segunda-feira (5), grupos ligados à esquerda realizam um protesto em frente ao Midway Mall, na Zona Sul de Natal (RN), contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.
A mobilização começou por volta das 15h30, com a presença de estudantes, movimentos populares e apoiadores que defendem a “soberania dos povos” e criticam a ação norte-americana contra o governo venezuelano.
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Segundo os organizadores, o ato faz parte de uma rede de protestos que ocorrem também em Mossoró (Oeste potiguar), marcados para o fim da tarde desta segunda.
Entre as entidades participantes estão o Movimento Olga, a Correnteza Potiguar, o Movimento Luta de Classes e a Unidade Popular RN, que convocaram militantes e simpatizantes a se posicionarem contra o que consideram interferência dos Estados Unidos em assuntos de países latino-americanos.
O slogan do protesto em Natal — “Fora Trump da Venezuela e da América Latina” — também estampa cartazes e faixas carregadas pelos manifestantes, que denunciam o que chamam de “imperialismo” e “atentado à soberania venezuelana”.
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Repercussão internacional e contexto atual
A manifestação ocorre em meio a reações globais à prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, que foi capturado em uma operação militar dos EUA na Venezuela no último fim de semana e levado para Nova York, onde enfrenta acusações criminais, incluindo narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas, segundo reportagens internacionais.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, chegaram a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda-feira, quando pleitearam inocência perante as acusações e disseram que sua detenção foi ilegítima e politicamente motivada.
A captura de Maduro gerou reações diversas ao redor do mundo: enquanto líderes e governos aliados à venezuelana maioria criticam a ação como violação de soberania, outros apoiam a ideia de responsabilização por crimes graves. A Suíça, por exemplo, anunciou o congelamento de bens ligados a Maduro e associados após sua prisão pelos EUA.
No cenário interno venezuelano, o governo empossou a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, como presidente interina e determinou a busca de apoiadores da operação militar norte-americana, intensificando ainda mais a crise política e social no país vizinho.
De volta ao protesto em Natal, os manifestantes criticam a atuação dos EUA e afirmam que a prisão de Maduro representa “um ataque à soberania dos povos da América Latina”, pedindo solidariedade internacional e o fim de intervenções estrangeiras na região.
O ato segue em andamento na tarde desta segunda-feira, com discursos, faixas e presença contínua de participantes, além do acompanhamento de policiais militares para garantir a segurança do local.
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