Política

Preso em flagrante, prefeito de Ielmo Marinho publica nota e nega envolvimento em crimes; leia comunicado na íntegra

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A defesa do prefeito de Ielmo Marinho afirma que os fatos investigados ocorreram antes de seu mandato, iniciado em 2025  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 29/01/2026, às 11h08   Malu Machado



O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, foi preso em flagrante durante a Operação Securitas, acusado de liderar uma organização criminosa que intimidava adversários políticos. A operação, realizada pela Polícia Civil, resultou em mandados de busca em várias cidades e revelou a estrutura do grupo, que incluía um braço armado.

A defesa de Damasceno argumenta que os fatos investigados ocorreram antes do início de seu mandato em 2025, buscando desvincular a atual administração das acusações. A assessoria do prefeito afirmou estar disposta a colaborar com as autoridades e manter a transparência na gestão municipal.

Após a prisão, Damasceno tentou se desfazer de provas ao jogar dinheiro e um celular pela janela, o que contribuiu para sua detenção por obstrução da investigação. A situação atual envolve a continuidade das investigações e a expectativa de que o prefeito tenha acesso aos autos para tomar as medidas judiciais necessárias.

Resumo gerado por IA

Após ser alvo da Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28), o prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), emitiu uma nota oficial à imprensa. No comunicado, o gestor manifestou surpresa com a diligência realizada em sua residência e buscou desvincular as investigações da atual administração municipal.

Argumentos da defesa

A assessoria jurídica do prefeito enfatizou que os episódios citados no inquérito teriam ocorrido em meados de 2023. Como o atual mandato de Damasceno teve início apenas em 2025, a defesa sustenta que a apuração não possui qualquer conexão com as atividades da prefeitura ou com o uso de recursos públicos na gestão vigente.

Na nota, a equipe reforçou os seguintes pontos:

  • Colaboração: afirmou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
  • Transparência: reiterou seu compromisso com a clareza administrativa e informou que a agenda da prefeitura segue mantida, sem interrupções.
  • Confiança: declarou acreditar no Poder Judiciário e nas instituições de segurança, aguardando o acesso integral aos autos para adotar as medidas judiciais cabíveis.

Leia a nota da assessoria na íntegra:

“A Assessoria do Prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, esclarece que o gestor recebeu com surpresa a diligência judicial realizada em sua residência. É fundamental ressaltar que os fatos em apuração remontam a meados de 2023, período anterior ao mandato eletivo iniciado em 2025, não guardando qualquer relação com a atual administração municipal.

O Prefeito reafirma sua total disposição em colaborar com as autoridades para o esclarecimento célere do caso. A defesa técnica aguarda o acesso integral aos autos para adotar as medidas judiciais cabíveis e garantir o restabelecimento da verdade real.

Fernando Batista Damasceno reitera sua confiança nas instituições e na Justiça, mantendo o compromisso inabalável com a transparência e com o povo de Ielmo Marinho. A agenda administrativa e o trabalho em prol do município seguem mantidos, pautados pela ética e pela legalidade.”

Sobre a operação

Fernando Batista Damasceno (MDB), foi preso em flagrante nesta quarta-feira (28) durante a Operação Securitas. A investigação da Polícia Civil aponta o gestor como o líder de uma organização criminosa estruturada para intimidar adversários políticos no interior do Rio Grande do Norte.

Os pontos centrais da operação:

  • O flagrante: ao notar a chegada da polícia, o prefeito tentou se desfazer de provas, arremessando dinheiro e um celular pela janela. A ação foi vista pelos agentes, resultando em prisão por embaraço à investigação.
  • A organização: o grupo possuía um braço armado composto por um policial militar e seguranças privados. A investigação começou em 2023, após homens armados usarem munições de calibre restrito (.40 e .45) para intimidar a oposição dentro da Câmara Municipal.
  • Estrutura: além de Damasceno, parlamentares e outros agentes políticos são investigados por integrar o esquema, que possuía forte influência na administração local.
  • Abrangência: foram cumpridos sete mandados de busca em Ielmo Marinho, Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, em uma ação conjunta entre Polícia Civil, PM e Ministério Público.

Classificação Indicativa: Livre

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